26 de março de 2018 às 09h37min - Por Mário Flávio

Severino Melo - Divulgação

Duas frases podem ser grafadas perfeitamente bem no Brasil: A Lei do Homem e o Homem da Lei. Já não temos mais o Legislativo de outrora que fazia leis duráveis, nem o Judiciário que as aplicava e nem o Executivo que as fazia cumprir.

De há muito já não temos governo do povo, pelo povo e para o povo, como apelidavam a democracia.
Hoje, temos “abutres” como membros dos poderes! Até “auxilio-moradia” é motivo para movimento paredista por, coincidentemente, aqueles que sempre decretam a ilegalidade das greves alheias.

A lei já não é mais “erga omnes”. Serve pra uns e pra outros não. Muitas vezes fazem as leis e deixam elas hibernando, aguardando que alguém importante necessite fazer uso delas, como foi o caso da ex-primeira dama do Rio de Janeiro.

Há quem afirme que a Lei do Homem é falha e que só a Lei de Deus é justa e imponderável. Difícil no Brasil hodierno ser um Homem da Lei. A lei muda ao alvedrio dos poderosos de plantão. Ministro do Supremo Tribunal Federal muda de pensar e de sentir como quem troca de roupa e isto num curto espaço de dois anos, sempre a depender de quem queira e mereça sua posição reformada.

Para os “amigos” tudo! Para os inimigos os rigores da lei, até que um “amigo” venha a necessitar de interpretação contrária. Pasmem! O “time” do STF é formado por 11, exatamente, para que as decisões não terminem empatadas. Aí um certo membro, propositadamente, se ausenta para que não haja julgamento e assim beneficia o figurão da vez.

Como estão distantes – A Lei do Homem e o Homem da Lei – Já dizia o saudoso poeta J.G de Araújo Jorge, há décadas atrás: “Quando já não houver falsas leis servindo aos poderosos e a Justiça socorrer na rua aos homens todos… Já não houver leis absurdas que nos deformem e domem. Então sim, bendirei ao instante em que nasci e sentirei o orgulho imenso de ser Homem”.

Precisamos recomeçar! Varrer do poder essas castas que aí estão. Talvez assim, fique a pátria salva para nossos filhos e netos!

*Severino Melo – smelo2006@gmail.com – fone / zap 999727818 – para quem mandato não é emprego e política não é profissão.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro