16 de dezembro de 2013 às 14h15min - Por Mário Flávio

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Após percorrer cerca de 130 municípios do Estado desde que assumiu o mandato, o senador Armando Monteiro (PTB) encerrou neste domingo mais uma maratona de reuniões de trabalho em dez municípios do Sertão do Pajeú. Ele reuniu-se com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças políticas de diversos partidos e representantes de entidades da sociedade civil. Nas reuniões, discutiu o apoio a projetos de interesse dos municípios.

Durante entrevistas a dezenas de rádios e blogs da região, Armando Monteiro falou também de política, sobretudo do apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff e de sua pré-candidatura ao governo de Pernambuco. Sobre isso, deixou claro que já cumpriu seus compromissos com o governador Eduardo Campos, ao apoiar sua eleição e reeleição. E que agora, no pós-Eduardo, abre-se no Estado um ciclo novo na política pernambucana.

“Nós temos muito entusiasmo para assumir essa responsabilidade e essa missão, para discutirmos um novo projeto para Pernambuco. E esse projeto novo não é contra ninguém, não é contra o governador, mas nós temos que dizer que o governador já pode em dois mandatos… o povo de Pernambuco já permitiu que ele trabalhasse. Agora, ao final desses dois mandatos, abre-se um novo momento na vida política de Pernambuco”.

Ele disse ainda que o Estado precisa ser mais equilibrado. “E para isso o Estado precisa exercer um papel fundamental, uma ação firme, uma ação indutora do desenvolvimento, que crie novos polos de desenvolvimento nas regiões mais interiorizadas de Pernambuco, ampliando os investimentos em infraestrutura, ampliando os programas de formação e qualificação profissionais, porque não há outro caminho para promover o desenvolvimento senão investindo nas pessoas, melhorando o sistema educacional de Pernambuco, que hoje infelizmente ainda temos uma avaliação que não é das melhores no Ideb. Nós temos que avançar, melhorar os resultados no ensino fundamental, fazer um forte investimento no ensino médio e técnico-profissional, juntar o ensino médio ao ensino técnico-profissional”.

O senador ainda destacou a necessidade de apoiar Dilma Roussef e mandou uma indireta para o governador Eduardo Campos (PSB). “Diante de todos os investimentos que têm sido feitos em Pernambuco, eu pergunto: seria justo nós abandonarmos a presidente Dilma no meio do caminho, quando a legislação permite que ela se candidate à reeleição? Será que não seria de nossa parte uma manifestação de ingratidão pelo muito que a presidente vem fazendo por Pernambuco? Então, o nosso entendimento, o entendimento do meu partido, é que não devemos abandonar a presidente no meio do caminho, nós temos que apostar no sentido de somarmos e cerramos fileiras para apoiar a reeleição da presidente. E nesse palanque nós estaremos. Estivemos há pouco tempo com o ex-presidente Lula, com a presidente Dilma, e ouvimos dos dois o seguinte: ‘Nós vamos fazer em Pernambuco uma grande campanha, nós vamos estar juntos sustentando a defesa do nosso projeto. E nós vamos precisar lá fazer um palanque forte’”.

Armando ainda disse que espera por uma campanha dura em Pernambuco. “Não tenham a menor dúvida de que nos 185 municípios de Pernambuco nós teremos palanques fortes. Teremos palanques fortes em todas as regiões. Se o palanque estará representado pelo prefeito, pela oposição no município, ou se ambos, no futuro saberemos. Mas que nós teremos palanques eu não tenho a menor sombra de dúvida disso. Considero o apoio dos prefeitos muito importante, mas eleição majoritária não é definida pelo número de prefeitos que se aliam às candidaturas, porque se isso fosse verdade nem Eduardo teria sido eleito em 2006, nem Dr. Arraes teria perdido para Jarbas em 1998. Porque, na época, Dr. Arraes contava com a maioria esmagadora dos prefeitos e, em 2006, a aliança que Jarbas liderava, que apresentou a candidatura de Mendonça, tinha também o maior número de prefeitos. Eleição majoritária não é definida pelo número de prefeitos, embora, volto a dizer, os prefeitos são muito importantes. Eleição majoritária é definida por uma corrente de opinião que vai se formando, é o povo que forma esse opinião. E a liderança política às vezes tem que ir a reboque”, disse.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro