19 de fevereiro de 2018 às 08h48min - Por Mário Flávio

O senador Armando Monteiro (PTB/PE), concedeu entrevista ao programa Cidade em Foco da Rede Agreste de Rádio comandado pelo radialista Alberes Xavier, na qual falou de diversos assuntos, entre eles, a aprovação por parte da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, do relatório feito pelo Petebista que é responsável pelo projeto de autoria da senadora Rose de Freitas (PMDB/ES) que estabelece prioridade para despesas com os setores de Saúde e Educação.

“Esse tema é muito importante, você sabe que no Brasil muitas vezes, até os limites constitucionais de gastos, quando da execução orçamentária, não são respeitados, por isso esse projeto da senadora que eu relatei na casa, tem o mérito de reforçar esse comando para que efetivamente os recursos da Saúde e Educação sejam rigorosamente garantidos na sua aplicação”, explica.

Estimulado a comentar a questão da reforça da previdência, o senador Armando foi enfático relatando que o teto de gastos com a previdência, se não houver um reajuste nas contas, é possível que ultrapasse o teto causando o seu rompimento.

“Pode ficar certo que essa reforma não será votada esse ano, pois há esse sentimento dominante no Congresso de que quem deve encaminhar esse projeto de reforma nessa área, é um governo que venha ser legitimamente eleito pela população, pois o atual governo não tem legitimidade e nem capital político para propor uma reforma sensível como essa…”.

Sobre a possível aliança entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Pernambuco, Armando criticou a provável junção para as eleições de outubro, relembrando que os membros do partido socialista apoiarem e votarem pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“O povo às vezes fica sem entender, pois o discurso de ontem não é o mesmo de hoje. Eu me lembro dos discursos de lideranças do PT aqui de Pernambuco, muito duros contra os golpistas, ora, se existem golpistas aqui em Pernambuco, foi a turma do PSB, foi a turma de Paulo Câmara, que votaram para derrubar a Dilma, mas agora o PT fará uma aliança exatamente com esses que chamavam de golpistas ontem […]. Mas agora a pergunta é: Tudo aquilo que o PT disse da administração de Paulo Câmara, da incompetência, da falta de resultados, dos descalabro na Saúde e na Segurança, da falta de liderança, da perda de posição no cenário nacional, esse era o discurso que o PT fazia exatamente porque estava situado no campo de oposição em Pernambuco, mas agora como explicar a população que vai se fazer uma chapa com Paulo Câmara?”, disse.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro