25 de novembro de 2016 às 07h13min - Por Mário Flávio

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O senador Armando Monteiro (PTB-PE) disse em Brasília nesta quinta-feira (24) que a PEC que institui a cláusula de barreira a proíbe das coligações proporcionais, de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), “ataca frontalmente a origem das distorções do atual sistema político e contribui para minimizar a questão da fragmentação partidária no Brasil.

Segundo ele, a celebração de coligações nas eleições proporcionais permite, em alguns casos, “eleger candidatos sem voto ou que não têm identidade do ponto de vista programático com as legendas coligadas”.

“Os partidos se reúnem e terminam elegendo pessoas com perfis muito diferentes. Por isso, o fim das coligações nas eleições proporcionais é algo em que há amplo consenso de especialistas e analistas e da classe política”, acrescentou.

Sobre a “cláusula de barreira”, o senador também entender que ela representa um avanço institucional porque no Brasil partidos políticos são formados apenas para que as suas direções tenham acesso aos recursos do fundo partidário.

“São partidos que não têm representatividade efetiva. Prova disso é que, hoje, 28 agremiações têm assentos no Congresso Nacional e 11 delas elegeram entre um e cinco deputados na última eleição. Essa fragmentação torna o sistema de governança muito complicado e produziu todas essas mazelas que a gente acompanha”, disse o petebista.

A PEC foi aprovada no Senado, mas ainda precisa passar pela Câmara Federal.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro