1 de agosto de 2012 às 22h02min - Por Mário Flávio

Com a participação de centenas de policiais civis, a categoria deliberou, ainda na concentração do movimento, em frente ao Instituto de Criminalística (IC), pela realização da passeata, mesmo diante da decisão do desembargador Silvio Beltrão e da possibilidade de intervenção da PM, e seguiu pela Avenida Agamenon Magalhães em direção a sede do Palácio, temporariamente em funcionamento no Centro de Convenções.

Ao final da passeata, o presidente do Sinpol, Cláudio Marinho, agradeceu o bom senso do comando da PM em permitir a realização do movimento pacífico e agradeceu a grande mobilização da categoria, colocando em votação a continuidade da greve. Por unanimidade ficou decidido que a greve continuará e que será estabelecido um rodízio dos plantões em atendimento. A partir de sexta-feira (03) passam a funcionar apenas os plantões de Paulista, Casa Amarela e Boa Viagem, e uma nova Assembleia da categoria acontece na segunda-feira (06), às 17h, em frente a sede do sindicato, na Rua Frei Cassimiro, em Santo Amaro.

Quanto à ilegalidade da greve, o sindicato entrou com recurso no TJPE e aguarda o resultado. “O nosso movimento é legítimo. Queremos melhores condições de trabalho”, relata Marinho citando as principais reivindicações do movimento. “Nossa luta é pela correção das distorções salariais entre um delegado em início de carreira e um policial com trinta anos de serviço, que chega a 65% de diferença; pela revisão da carga horária excessiva; pelo fim dos Programas de Jornada Extra (PJE’s), que é uma remuneração ilusória, que não vai para a aposentadoria; e pelas melhorias estruturais das delegacias e aquisição de equipamentos de proteção. Vários policiais trabalham sem colete á prova de bala, em delegacias sem alojamento e nem mesmo vaso sanitário. É uma vergonha”, declara Marinho.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro