25 de março de 2013 às 12h11min - Por Mário Flávio

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Na Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, a direção da unidade aguardou a chegada do superintendente estadual de Segurança Penitenciária, Clinton Paiva, para averiguar informações sobre o homicídio de um detento ocorrido no presídio. A vítima se chamava Joseildo José da Silva, 27 anos, preso por furto e Tráfico de Drogas. Segundo a perícia, ele foi encontrado com marcas de pancadas, mas a assessoria de imprensa da Secretaria Executiva de Ressocialização (SERES) comunicou que a causa da morte a princípio seria estrangulamento. Inscrições de caneta nas paredes da cela onde estava o detento indicariam que ele foi morto às 20h desse domingo (24).

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“Identificamos lesões no corpo, na face e na boca, provenientes de pancadas que ele sofreu dentro da cela. Pode ter sido um indivíduo que o espancou até a morte. Identificamos também inscrições feitas com caneta esferográfica que diziam que ele morreu às 20h”, explicou o perito criminial Carlos Henrique Tabosa.

O superintendente Clinton Paiva teve uma reunião com a direção do presídio e deu uma coletiva de imprensa, em que explicou que a Polícia Civil está averiguando as informações, mas também confirmou que o acusado de cometer o homicídio já foi identificado e se chama Paulo Cesar da Silva Batista, preso por tráfico.

“A Polícia Civil já foi comunicada e está investigando. A princípio, fomos informados de que a causa da morte foi estrangulamento e o motivo seria que o acusado seria inimigo da vítima. Há segurança na unidade, os agentes fixam atentos, mas a forma como ocorreu esse homicídio é estranha”, explicou Clinton, que também foi questionado se reformas administrativas seriam tomadas. “Estão sendo tomadas providências, uma delas é a transferência de presos, há também a previsão de construir um presídio em Tacaimbó com 600 vagas, além de ampliação da penitenciária caruaruense, com obras no terreno da frente à unidade, bem como planejamos a construção da Cadeia Pública de Santa Cruz do Capibaribe”, completou.

SUPERINTENDENTE NÂO CONFIRMA DENÚNCIA DE SUPOSTO DETENTO

O superintendente não confirmou a denúncia feita por um suposto detento a uma emissora local, avisando da ocorrência do assassinato e de que agentes estatuam deixando armas, como facas, entrarem na unidade. “Essa pessoa poderia ter entrado em contato conosco para avisar isso, para que tomássemos as providência de forma adiantada. Não há confirmação dessas informações passadas”, reforçou Paiva.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro