1 de junho de 2012 às 20h38min - Por Mário Flávio

Crédito: Bira Nunes

Apesar da reação de estranheza de Marcelo Rodrigues ao saber que alguns membros do PV em Caruaru pretendem realizar prévias para saber o rumo do partido, o vice-presidente do partido, Alessandro Feitosa, tem a opinião de que mesmo o presidente da comissão da legenda não pode interferir em uma definição que deve ser tomada em conjunto. Ele explicou que como o partido é uma comissão provisória encabeçada por 13 membros que formam o colegiado, todas as decisões devem ser legitimadas em votação.

“É uma questão de democracia. Marcelo diz que não haverá prévia, ele me estranha, porque ele não tem poder de vetar voto de ninguém do colegiado. O PV não é representado por uma pessoa apenas, nós temos diferentes membros, que apresentam tendências diferentes. Temos Marcílio Cumaru, que tende para a oposição, eu e Toninho (Antônio Ademildo), que tendemos para a base de Zé Queiroz e Marcelo, que tem um discurso independente, então as discrepâncias políticas devem ser resolvidas através das prévias”, argumentou.

Alessandro também disse que realmente concordou com a ideia da candidatura própria, já que essa é um proposta amparada legalmente. “Realmente, eu sou a favor da candidatura própria do PV, porque está amparada pela resolução nacional. Mas, vamos ponderar: uma majoritária forte tem que ter proporcional forte e não temos isso. Eu até concordo que ele seja candidato, desde que ele fortaleça a proporcional”, reforçou.

Para Alessandro, o colegiado deve discutir como o partido conseguiria viabilizar uma coligação forte para eleger vereadores e também como se viabilizar financeiramente. E com isso Marcelo também concordou, em entrevista ao programa Conteúdo, na quarta-feira (30), quando admitiu que é difícil levantar um palanque forte. Sob o ponto de vista de Alessandro, especificamente, o PV não conseguirá sustentar essa candidatura.

No entanto, ele disse que não haveria problemas em o partido apoiar a oposição, desde que isso fosse legitimado pelo colegiado. “Existe essa discrepância de ele não querer ficar com Queiroz, então é necessário isso ser votado, mas se aprovado, eu não veria problema nisso; a questão é que vamos votar para que lado o PV tende a se orientar, a partir daí vamos apresentar um projeto para a majoritária do candidato da majoritária à qual tendemos e vamos ouvir dele o que ele tem a nos propor, mas não vamos vender partido, trata-se de uma discussão de ideário político”, finalizou.

A questão é que, segundo Alessandro, a maioria do colegiado, oito membros, teria uma orientação para a base de Queiroz, o que mostraria uma vantagem, ainda que apertada. E isso tendo em vista que, caso uma tendência vença, ainda é possível que a outra recorra à Executiva Estadual para tentar virar o jogo.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro