17 de agosto de 2018 às 07h07min - Por Mário Flávio

Por Inaldo Sampaio

O dado mais surpreendente da pesquisa do Ipespe divulgada ontem por esta Folha não foi o percentual de intenções de voto que o ex-presidente Lula tem em Pernambuco (55%), e sim a baixa popularidade do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin: 5%. É como se existisse uma barreira intransponível entre ele e o Nordeste, já que nos outros estados da região a situação é parecida.

Falta-lhe encontrar um discurso que sensibilize os nordestinos e, no caso particular de Pernambuco, os 40% dos eleitores “não lulistas”, entre eles o deputado Felipe Carreras (PSB), ex-secretário de turismo do governo Paulo Câmara. Alckmin já recebeu a garantia de que terá espaço no palanque do candidato a governador, Armando Monteiro. Mas apenas isto não é suficiente. Ele precisa de aliados que coloquem urgentemente o seu bloco nas ruas, algo que ainda não ocorreu e provavelmente não ocorrerá.

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, está cuidando de sua eleição para senador e os candidatos proporcionais do partido se sentem “intimados” pela força de Lula e não tocam sequer no nome do presidenciável tucano. O vice-governador Raul Henry e o deputado Jarbas Vasconcelos são seus eleitores.

Mas não se deve esperar deles que comandem a campanha em Pernambuco porque ambos são candidatos pela Frente Popular e não pretendem confundir a cabeça dos seus eleitores. Sendo assim, o candidato do PSDB deverá ter uma grande decepção em Pernambuco no 1º turno da eleição presidencial.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro