29 de outubro de 2012 às 10h26min - Por Mário Flávio

Armando diz não “chorar leite derramado” e espera vantagem maior em nova eleição

Com a votação do segundo turno no domingo (28), chegam ao fim as eleições municipais 2012, mas não para Àgua Preta, na Mata Sul de Pernambuco. Lá, Armando Souto (PDT) passou todo o período eleitoral defendendo sua candidatura e a coligação da qual ele  fez parte, integrando o PDT e o DEM. Isso porque o diretório estadual pedetista não aceitou a coligação e colocou o partido em outra coligação, que complementava um bloco com várias legendas da Frente Popular no estado. Eleito no município, Armando acabou perdendo todos os recursos referentes à briga judicial sobre a candidatura, o que manteve a convenção dele nula e isso, consequentemente, pode levar à realização de nova eleição. Acontece que a presidência nacional do PDT reconheceu a candidatura do pedetista e, em entrevista ao blog. Armando se disse confiante em uma nova vitória com maior margem de votos.

No contexto

Já fizemos uma retrospectiva do processo eleitoral de Água Preta antes, leia aqui

O caso também ganhou repercussão nacional na coluna de Felipe Batury, da Revista Época

Ele obteve 8.764 votos, mais de 50% dos votos do município contra Eduardo Coutinho (PSB), mas garantiu que não tem interesse em entrar com mais nenhum recurso. “Eu poderia segurar por mais algum tempo e o processo continuava tramitando, através de alguns agravos, até chegar o Supremo Tribunal Federal (STF), o que postergaria o prazo. Como não sou de chorar pelo leite derramado, mas sempre procuro a vaca pra tirar novo leite, eu não quis postergar, porque assim sendo, assumiria o presidente da Câmara Municipal até nova eleição. Achei por bem então não entrar com mais recursos e resolvi esperar para que o TRE marque uma nova eleição”, explicou. Na verdade, o pedetista argumentou que o TRE de Pernambuco e o TSE não tiveram o tempo necessário para analisar os recursos. “Geralmente o TSE não muda a decisão e o tribunal acompanhou o julgamento do TRE, mas nós tínhamos toda a condição de mudar. Ocorre que não tiveram tempo de ler nosso processo no tribunal, pelo excesso de casos em tramitação, então nosso recurso caiu na vala comum no tribunal regional”, comentou.

Pelo menos, a presidência nacional do PDT reconheceu a coligação e candidatura de Armando Souto, ainda com o aval do presidente estadual do partido, Zé Queiroz, prefeito reeleito em Caruaru. “Gostaria que fosse feita justiça. A executiva nacional do nosso partido reconheceu que houve erro em Pernambuco, porque defendeu a autonomia do partido na cidade, no dia 16 a executiva me devolveu o partido e devolveu também a nossa convenção do dia 17, ele validou os nossos direitos e eu vou poder disputar a eleição”, ressaltou o pedetista, que também disse não haver clima de atrito entre ele e Queiroz. “O presidente estadual do partido respeita o direito do povo. Tivemos mil votos na frente, numa eleição contra muita força política em Pernambuco. A população mostrou que não quer mais o atual gestor. Eu também não sou santo, fiquei chateado durante o período eleitoral, mas infelizmente, em política, existem dessas coisas. Ele (Zé Queiroz ) achou que eu não teria condições de levantar uma candidatura, mas no dia 16 nos encontramos e acabou a indiferença”, completou.

Disposto a entrar na eleição novamente, Armando espera apenas que o conselho eleitoral de Água Preta anule a eleição e marque a data de um novo pleito. “Segundo as informações, o juiz, quando receber essa documentação, tendo segurança da tramitação do processo, reunirá o conselho eleitoral para anular a eleição e comunicar o TRE sobre a anulação e marcar o novo calendário do pleito. Vamos dar uma lapada maior e vamos multiplicar por três ou quatro vezes na nova eleição. Eu, no lugar, do gestor de Água Preta, não disputaria essa nova eleição, ele não tem clima para fazer a eleição durante três semanas”, concluiu o pedetista.

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro