9 de fevereiro de 2021 às 08h36min - Por Mário Flávio
Cerimonia de posse do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano. Montezano defendeu o alinhamento “total” da nova direção do banco com o governo federal, afirmou que a instituição buscará ajudar nos processos de desestatização, abrirá sua “caixa-preta” (promessa de campanha do presidente) e devolverá recursos ao Tesouro Nacional. Brasilia, 16-07-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Do Poder 360

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 2ª feira (8.fev.2021) “achar” que o auxílio emergencial será prorrogado. O programa foi criado em abril para mitigar os efeitos da pandemia entre os brasileiros mais pobres. Distribuiu, em parcelas de R$ 600 e depois R$ 300, quase R$ 293 bilhões a 67,9 milhões de beneficiários.

Mesmo mencionando a possibilidade, Bolsonaro não detalhou a prorrogação, e evitou especular valores.

“Acho que vai ter, vai ter uma prorrogação. Foram 5 meses de R$ 600 e 4 meses de R$ 300. O endividamento chegou na casa dos R$ 300 bilhões. Isso tem um custo. O ideal é a economia voltar ao normal”, afirmou Bolsonaro, reclamando das medidas de distanciamento social adotadas por Estados e municípios. Especialistas dizem que essa é uma das formas mais eficazes para conter a disseminação da covid-19 e evitar a sobrecarga em hospitais.

O presidente disse que o novo programa “está sendo discutido o tempo todo” e que deverá ser feito com “responsabilidade” para evitar “desconfiança do mercado” financeiro. Condicionou a prorrogação a uma “linha de corte”, com menos beneficiários do que as primeiras rodadas de pagamento.

“Isso é discutido o tempo todo. O Paulo Guedes [ministro da Economia] tem dito: se a pandemia continuar e a economia não pegar, vamos discutir para ontem a questão de uma prorrogação do auxílio emergencial, mas sabemos que isso traz problemas para economia. E aí o dólar sobe. Se sobe, aumenta preço do combustível lá fora.”


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro