10 de março de 2016 às 09h47min - Por Mário Flávio

Waldemar Borges

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges, reafirmou o acerto da decisão do Governo de Pernambuco de rescindir o contrato de concessão da Arena Pernambuco na Reunião Plenária de ontem (08.03). Ele afirmou que a audiência pública sobre o assunto é um debate importante, e que sem duvida será realizado, mas que há uma agenda de audiências previamente definidas em comum acordo e igualmente relevantes que não pode ser mudada ao sabor da conveniência momentânea de quem quer que seja individualmente.

“Essa postura que tenta submeter a Assembleia as conveniências circunstanciais não tem nada de democrática e em nada ajuda o debate sério que deve ser tratado sobre questões importantes”, disse. Durante seu pronunciamento o deputado esclareceu novas questões e negou que o Governo pagou R$ 122 milhões de COA Adicional (o que ele chama de contrato pós-copa), publicado pela imprensa. “Esse número não existiu. O Governo do Estado pagou R$ 81 milhões em 2013 e 2014 e não desembolsou nada mais em 2015”, esclareceu.

O parlamentar acrescentou que a média de variação entre o custo previsto para o custo final das arenas brasileiras foi de 42%, enquanto na Arena Pernambuco essa variação foi de apenas 0,6%. “Para que tenhamos uma ideia, em termos de comparação, a Arena Mané Garrincha, no Distrito Federal, teve uma variação de 87,8% e o Maracanã, no Rio, aumentou 75% entre o custo previsto e o custo final. Aqui praticamente não houve variação entre o que foi previsto para o que foi efetivamente gasto”, disse. Borges lembrou ainda que o Governo do Estado teve posicionamentos importantes como o que negou o adicional que a empresa reclamava. “São mais de R$ 200 milhões que a empresa queria em função de uma série de itens. O Governo não viu procedência nas suas alegações e não pagou”, ressaltou.

Quanto as declarações do deputado Silvio Costa Filho, trazendo o nome do prefeito Geraldo Júlio a todo momento para a discussão, Waldemar enfatizou que ele não vai ter sucesso. “O coordenador do comitê que tratava da questão da Arena, comitê do qual Silvio Costa Filho era membro à época, nunca foi Geraldo Júlio. Essa tentativa de se puxar a discussão do Recife para a Assembleia dessa forma, forçando a barra, não vai ter sucesso porque não reflete a verdade dos fatos daquele comitê do qual o líder da oposição participou”, falou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro