23 de dezembro de 2013 às 22h05min - Por Mário Flávio

A assessoria de imprensa da Câmara de Caruaru divulgou um balanço que tem dois lados de uma moeda. Segundo informações repassadas pela secretaria Legislativa da Casa, foram apresentados 2.839 requerimentos; e outras dezenas de indicações e projetos de decreto legislativo. Ainda segundo a comunicação da Casa, o presidente do Poder Legislativo, vereador Leonardo Chaves (PSD), acredita que aumento do número de vereadores – de 15 para 23 – e a dedicação dos parlamentares às suas bases (e ao povo em geral) são os motivos da grande movimentação legislativa neste ano de 2013.

Vale fazer a seguinte análise sobre a situação. A maior parte dos requerimentos tem como foco pedir calçamento e saneamento de ruas. A intenção dos vereadores é depois levar o documento a comunidade para mostrar que faz pedidos e pedidos e tem preocupação com a comunidade e tal. Mas os ceresite precisam acabar com essa Cultura. Desses quase 3 mil requerimentos, o prefeito não consegue atender 10% sequer e desde o inicio da atual legislatura, que os parlamentares travam disputa ferrenha por alguns locais, como se fossem donos de bairros ou redutos. Uma prática nefasta.

Devido a grande quantidade de vereadores e a enxurrada de requerimentos, houve uma banalização desse tipo de pedido, com alguns solicitando varias situações que beiram ao ridículo. O gasto com papel é outro problema. Cada requerimento as vezes tem cinco ou até dez endereços diferentes, com milhares de folhas sendo impressas para servir de rascunho para muita gente ou terminar na máquina de picotar papel. Um gasto desnecessário que poderia ser evitado com a criação de um mailing e todos esses requerimentos ser enviados por e-mail.

No entanto, vereadores, servidores da Casa e alguns assessores teimam em não entrar na era das redes sociais. Aproveitando o momento delicado que a Câmara vive, seria o momento de rever essas questão desses tipos de pedidos, afinal tem um requerimento que dois vereadores brigam pela autoria que está sendo reiterado na Casa desde os anos de 1990. É mole?


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro