Vereadores trocam farpas durante sessão na Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe

Lucas Medeiros - 12.04.2023 às 16:25h
(Imagem: Reprodução)

Um discussão aconteceu, nessa terça-feira (11), na Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe. Durante a sessão parlamentar, um projeto de lei sobre disciplina familiar gerou um embate entre os vereadores Zezim Buxin (MDB) e Gilson Julião (MDB).

A vereadora Jessyca Cavacalnti (PSDB) solicitava segurança nas escolas na capital da moda após os ataques ocorridos em instituições de ensino no Brasil. Neste momento, o vereador Zezim Buxim entrou na discussão e começou a afirmar que a melhor forma de disciplinar os filhos era com “vara de marmeleiro“.

“No meu tempo a vara que tinha era uma vara de marmeleiro que ficava no canto da parede. O juiz era o meu pai e advogada era a mãe. Aprendi a respeitar e não provei dessa varinha porque não era besta. Não tô dizendo se isso tá certo ou errado, só sei que antes dava certo e hoje parece que não dá. Não estou vendo bons resultados, essas regras de hoje não estão dando certo e tem alguma coisa errada. O que eu digo é que sou totalmente contra a violência e sou a favor da disciplina correta, e sem ter que espancar. A criança na época era obrigada a respeitar, e hoje ela respeita se quiser”, disse Zezim Buxim.

Durante a fala do parlamentar, Gilson Julião rebateu as declarações do colega. “Queria aproveitar meu discurso para repudiar uma fala de Zezim Buxim, em que ele diz que ‘era bom na minha época, em que a Vara da Criança e Adolescente era a vara de um marmeleiro’ (…). Vereador Zezim, agora é um momento de nós combatermos a violência e fazer uma reflexão, e que ao invés de tentar trazer uma cultura de violência que possamos trazer uma cultura de diálogo, de carinho e atenção, se funcionava ou não é outra situação, e mais ainda Zezim, coincidentemente, você vir com esse discurso justamente no dia em que foi apresentado aqui o Projeto de Lei sobre a criação de um segundo Conselho Tutelar. E eu como defensor dos direitos da criança e adolescente não poderia ficar sem repudiar essas falas”, disse Gilson.