29 de fevereiro de 2012 às 10h00min - Por Mário Flávio

Todos esperavam ontem na Câmara de Caruaru uma sessão marcada pela polêmica e por discursos duros contra o vereador Diogo Cantarelli (PSDB). Os vereadores, principalmente os que sempre pressionaram pelo aumento, não engoliram a entrevista do tucano, que disse não concordar com o reajuste e que ia doar o mesmo para dias instituições de caridade.

Após dois dias de muitas reclamações por parte da maioria dos edis, antes da Sessão houve uma reunião a portas fechadas, que atrasou o início da Sessão em mais de uma hora. Mesmo a imprensa sem ter acesso, alguns vereadores comentaram o teor do assunto. “Tivemos que fazer um acordo para finalizar esse assunto, é um desgaste desnecessário e o aumento é legal, assim como a doação do vereador”, disse uma fonte que pediu reserva.

O que aconteceu na reunião foi um puxão de orelhas no vereador Diogo Cantarelli. Os vereadores esbravejaram e aqueles mesmo, que não gostam da imprensa e ainda têm uma visão ultrapassada sobre a gestão pública, decidiram encerrar o assunto e não quiseram falar com a imprensa. Pronunciaram-se apenas, o líder do governo na Câmara, Adolfo José (PSD), o próprio Cantarelli e o presidente da Câmara, Lícius Cavalcanti (PCdoB).

Essa postura de silenciar não cabe mais a um político moderno. Quando um vereador fala com a imprensa, ele concede uma entrevista para dar satisfação ao seu eleitor, que espera entender o motivo de tanta chiadeira por parte da decisão de um vereador. Não existe problema em se pronunciar sobre o tema, afinal todos são representantes do povo e se alguns vereadores não legislassem em causa própria, esse tipo de situação não acontecia.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro