22 de março de 2013 às 14h25min - Por Mário Flávio

Parlamento Jovem de Caruaru

A reunião interna do Parlamento Jovem de Caruaru desta quinta-feira (21) mostrou mais uma vez que a primeira edição do projeto implantado em 2012 ainda precisa amadurecer, no que se refere à forma como é organizado. Antes de realizarem a reunião ordinária, os jovens reuniram uma comissão eleitoral, com o objetivo de aprovar propostas para a composição da próxima edição do PJC. Foram especificadas novas regras para o regimento interno, no entanto a reformulação das vagas dos parlamentares seguiu sem definição. Mesmo com a Audiência Pública da semana passada, que serviu justamente para isso, os vereadores jovens decidiram colocar em pauta novamente, na próxima segunda (25).

 

O questionamento para rediscutir as vagas veio da vereadora jovem Mayara Soares (ACIC Jovem). “A inclusão de vagas que representem movimentos sociais é muito importante, mas não podemos apenas discutir mais 8 vagas, pois é preciso avaliar se haverá uma proporção adequada na divisão de espaço para cada representação jovem”, cobrou. O pensamento dela foi seguido pelos membros da comissão eleitoral do PJ, que marcaram para segunda uma reunião com os vereadores da Comissão de Políticas Públicas para a Juventude, Jajá (PPS), Gilberto de Dora (PSB) e Silvado Oliveira (PP). “Na segunda a comissão eleitoral do PJ vai se reunir com os vereadores para definir a distribuição das 23 vagas e vamos também preparar o edital com a convocação das eleições para a próxima edição do Parlamento, que deve ser lançado ainda na próxima semana”, explicou Paulo Tôrres (PTN), atual presidente do PJ.

Justo rediscutir as vagas do Parlamento se isso se refere à proporção das vagas, o problema é que isso revela que a Audiência Pública da semana passada não foi satisfatória, pois poderia ter colocado esse fator em pauta. Outras questões definidas na reunião dizem respeito a regras da próxima composição do Parlamento. A Comissão Eleitoral definiu que não é preciso ser natural de Caruaru para compor o PJ. Também foi estabelecido que representantes de movimentos sociais podem ser filiados a partidos, apesar de que já não havia restrições contra isso atualmente. Mas outro ponto, que dizia respeito a obrigação da paridade de gêneros, para equilibrar o número de representantes homens e mulheres no Parlamento, não foi aprovado.

Para um dos representantes de movimentos juvenis presentes na reunião, Marcelo Diniz (PT), não se fazia necessário rediscutir as vagas, mas pelos menos há espaço para debater demandas das juventudes. “Seria bom que se mantivesse o que foi discutido na Audiência, mas é preciso levar em conta que o Parlamento Jovem é um espaço de discussão fundamental para os jovens da cidade e essas diferenças de ponto de vista fazem parte do processo de diálogo”, explicou. Marcelo representa a Juventude do PT, que se articula com outros movimentos sociais para pleitear vagas na nova composição do Parlamento Jovem.

Com o edital da nova composição do PJC lançado, as inscrições devem ser abertas na primeira quinzena de maio. Caso as entidades participantes nomeiem mais de um representante para as vagas, haverá eleições internas para definir o representante oficial, no fim de maio. A diplomação dos novos vereadores jovens será realizada no dia 3 de junho. A previsão inicial era de que o edital de vagas fosse lançado no dia 13 de março.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro