8 de julho de 2015 às 11h49min - Por Mário Flávio

Na última segunda-feira (06), à tarde, no auditório do Sindsprev, os servidores públicos federais em saúde e previdência social de Pernambuco aprovaram, por unanimidade, greve por tempo indeterminado a partir desta sexta, dia 10 de julho. A decisão foi tomada por mais de 150 participantes. Foi decidido também que, de terça (07/07) a quinta (09/07), será feita operação padrão nas Agências da Previdência Social (APS’s), apenas funcionará para atendimentos agendados. E nos hospitais e outras unidades de saúde, só atendimento de emergência.

Com a paralisação serão afetadas as atividades de todas as agências do INSS do Estado, serviços de saúde em hospitais, policlínicas e no núcleo do Ministério da Saúde. Nas agências da Região Metropolitana do Recife, são realizadas, em média, 180 atendimentos por dia. A greve já ocorre em 16 estados desde a terça-feira, dia 7 de julho.

O Ministério do Planejamento propôs um reajuste de 21,3%, dividido em quatro anos: 5,5% em 2016; 5% em 2017; 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019. Os servidores reivindicam índice linear de 27,3% para o próximo ano, incorporação das gratificações; reestruturação das carreiras; concursos públicos, entre outros pontos.

Na assembleia, os diretores José Bonifácio e Luiz Eustáquio, fizeram um balanço das negociações e mobilizações ocorridas até o momento, enfatizando que o governo não apresentou nenhuma proposta que atendesse à nossa pauta de reivindicações.

” Começamos a discutir essas questões com o INSS e o Governo Federal há cinco anos e só ouvimos promessas. Reivindicamos a melhoria salarial, acriação de um plano de carreira para os servidores, a realização de concursos públicos e a melhoria das nossas condições de trabalho”, afirma o Coordenador Geral do Sindsprev-José Bonifácio do Monte. Além da questão salarial, o Sindicato ressalta que o modelo de gratificações por metas batidas adotados no setor é condenável e preciso ser revisto.

“Quando o servidor se aposenta, ele perde cerca de 40% do salário, já que grande parte da nossa remuneração é oriunda de gratificações por metas. Temos servidores aqui com mais de 70 anos que continuam trabalhando por causa disso”, revela José Bonifácio.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro