10 de março de 2013 às 13h55min - Por Mário Flávio

No final do ano passado, quando as atividades do Judiciário brasileiro se encerraram, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, brilhava como um ídolo nacional. Ele tinha assumido o cargo dois meses antes e, graças à firmeza com que conduziu o processo do mensalão, passou a ser encarado como um combatente contra a corrupção e os desmandos da política. Voz forte e decisiva para mudar uma história de impunidades. Também não faltaram especulações sobre eventuais apetites eleitorais do ministro, até para a Presidência da República.

Agora, sob constantes e previsíveis holofotes na volta das férias forenses, Joaquim Barbosa tem provocado rebuliços. Num curto espaço de tempo, ele fez declarações e tomou atitudes nada corriqueiras para a tradicional fleuma do judiciário. Disse que os magistrados brasileiros são tíbios e conservadores, foi ovacionado por plateias em eventos culturais, apareceu em colunas sociais com sua nova namorada, previu prazos para colocar mensaleiros na cadeia (com o que desagradou os colegas do STF) e ofendeu jornalistas que tentavam entrevistá-lo. Supremo mesmo, quem pareceu não foi a Corte, mas o ministro.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro