10 de outubro de 2013 às 17h31min - Por Mário Flávio

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O deputado estadual Tony Gel explicou hoje, em entrevista à Rádio Folha FM, o motivo de sua desfiliação do Democratas e as razões que o levaram a ingressar no PMDB. “Eu não mudei de casa, mudei apenas de cômodo. O PMDB sempre foi aliado do DEM. Sempre tive um bom relacionamento com Jarbas, Dorany, Raul Henry e outros membros da executiva. Miriam foi candidata a vice de Jarbas, então a coisa ficou ajustada”, afirmou.

Tony Gel também confirmou que recebeu orientação do governador Eduardo Campos para ingressar na sigla. “Eu tinha algumas opções. Não foi o governador quem disse que eu deveria ir para o PMDB, mas conversei com ele e falei das opções que havia. Eduardo apenas disse que não haveria nenhuma dificuldade se eu fosse para o PMDB. O convite veio do senador Jarbas Vasconcelos”, revelou.

Para Tony, a troca de partido representou um ajuste à questão do projeto nacional do governador Eduardo Campos. O deputado disse ainda que sempre foi muito bem acolhido no Democratas, mas que o partido está enfraquecido. “O processo se aprofundou quando da criação do PSD. O Kassab era do DEM, saiu e levou muita gente com ele, então houve um esvaziamento. Mas há muitas pessoas decentes no Democratas, como o deputado Mendonça Filho, o ex-senador Marco Maciel e o senador José Agripino Maia, presidente do partido”.

Caruaru

Apesar de estar na base governista, Tony Gel garantiu que em Caruaru seguirá firme na oposição. “Sempre contamos com o apoio do PMDB em Caruaru e é um partido de oposição ao prefeito. Minha conversa com Eduardo foi muito clara: se ele for candidato, nós teremos um palanque e os nossos adversários terão outro”, antecipou.

Ainda em relação a 2014, Tony disse que o seu grupo político não está definido quanto à disputa. “Eu posso ser candidato e deputado federal e Miriam Lacerda estadual, ou o contrário. Mas também posso ir apenas para estadual, vai depender da conjuntura”. Questionado sobre a possibilidade de apoiar Wolney Queiroz para federal, Tony foi enfático: “Não há perigo nesse sentido. Fazemos política em campos diferentes, não dá para misturar”.

O deputado não poupou críticas à gestão municipal. “Nós fazemos uma oposição forte ao governo José Queiroz por conta do descompromisso dele com as camadas mais pobres, o descaso com a saúde e a educação. Ele tem desconstruído o que nós fizemos na prefeitura, porque em nosso governo a saúde funcionava bem. Não cobramos apenas por cobrar. Estou na Assembleia Legislativa para legislar e fiscalizar. Vou continuar cobrando”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro