15 de março de 2013 às 07h55min - Por Mário Flávio

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A sessão da Câmara Municipal de Caruaru na noite dessa quinta-feira (14) serviu para que os vereadores sabatinassem a gerente regional da Compesa no Agreste, Nyadja Meneses, que aproveitou para fazer diferentes esclarecimentos sobre as dificuldades enfrentadas pela companhia para suprir o abastecimento de água em Caruaru e cidades vizinhas, em um momento de estiagem prolongada.

No contexto

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Na verdade, mais da metade da reunião tomou esse foco e entre os questionamentos feitos, estavam as críticas do vereador Gilberto de Dora (PSB), em relação à cobrança da taxa de esgoto pelos consumidores. “Há diversas queixas da população de que as taxas são abusivas, enquanto há reclamações constantes relacionadas ao despejo de esgoto no rio Ipojuca”, mencionou o edil. ” O despejo de esgoto no Rio Ipojuca não é um problema relacionado apenas à Compesa, é preciso saber de onde esses despejos estão vindo e são necessárias soluções macro para resolver esses problemas. Essa discussão de esgoto, nunca vai chegar a um consenso, mas não é verdade, por exemplo, que as pessoas mais carentes estão pagando taxas abusivas. Atualmente há 110 mil clientes de água cadastrados em Caruaru, sendo 37 mil de esgoto, por exemplo, mas 72%  destes não pagam a taxa de esgoto. Um decreto do governo do estado diz que quem de enquadra na tarifa social de água não paga taxa de esgoto, então esse discurso de dizer que há pessoas carentes pagando valores em excesso não procede”, replicou.

Outro questionamento veio de Romildo Oscar (PTN), que reforçou as cobranças frequentes da população quanto à qualidade e eficiência dos serviços realizados de equipes da companhia não são bem feitos. “Há reparos que depois de três dias, a população volta a reclamar na imprensa, dizendo que está do jeito que era antes”, reclamou. Para a gerente, o problema maior está nas dificuldades de infraestrutura, até mesmo para ter uma equipe maior para atuar na região Agreste. “Temos uma equipe pequena, a qual as pessoas às vezes dizem que é insipiente, mas desde o ano passado temos realizado reuniões com lideranças dos bairros, para dialogar sobre cada demanda. A gente não faz nada sozinho na vida e nossa equipe tem atuado em conjunto, em diferentes setores para tentar suprir as necessidades da população e avaliar o que falta ser feito. Mas, nós disponibilizamos nossos contatos diariamente para que haja um canal aberto com a população”, ponderou, voltando às declarações que já havia dado, inclusive, em entrevista ao programa Conteúdo, na Caruaru FM, em janeiro.

Em paralelo às reclamações mais comuns, Nyadja foi questionada ainda pelos vereadores se a Compesa estaria preparada para enfrentar um período mais prolongado da seca, o que prevê colapso de mananciais e racionamento. “Caso não haja chuvas até o final de março, nós já temos um esquema de um possível racionamento na região, o que incluiria uma intermitência máxima de três dias sem água em algumas localidades, apesar não podermos precisar em quais setores isso aconteceria”, projetou. Para o vereador Evandro Silva (PMDB), além do plano emergencial contra a seca, é preciso pensar também no futuro do serviço de abastecimento para a população, e Nyadja aposta na Adutora do Agreste. “Vocês podem fazer uma pesquisa na internet e vão encontrar notícias que apontam que a Compesa quer agilizar o processo de instalação da Adutora do Agreste, já estamos em processo de abertura de licitação, e esse ramal dará um suporte fundamental para o abastecimento de água na região nos próximos anos”, completou.

EDJAILSON COMPESIANO

Pode-se dizer na verdade, que esse encontro compensou a ausência de representantes da Compesa em uma audiência pública sobre a seca realizada em dezembro de 2012, devido a uma falha de comunicação. Dessa vez, os vereadores demonstraram mais satisfação com a presença da gerente regional, que atendeu a um convite do vereador Edjailson Santos (PT do B), amparado pelos demais vereadores, para participar da reunião. “Eu achei muito proveitoso. Até mesmo porque sou funcionário da Compesa há 17 anos. A empresa está vivendo um momento glorioso, por incrível que pareça, pois na gestão passada ela trabalhava no vermelho, e hoje está no azul. As obras da Compesa atualmente são grandiosas. A Zona Rural em Caruaru, por exemplo, está sendo toda contemplada, o segundo distrito está sendo atendido. Além disso, é uma preocupação do governado Eduardo Campos trazer água do Rio São Francisco para essa região, chegando a Caruaru. A água vai sair com 4.000 litros da fonte e chegará aqui com 350 litros por segundo. Tem mais, tive uma notícia do superintendente da Compesa, Judas Tadeu, para construção de uma grande Estação de Tratamento de Água que abasteceria a cidade por gravidade, o que diminuiria os custos de energia”, explicou o vereador, saindo em defesa dos trabalhos feitos pela Compesa nesse período de estiagem.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro