15 de novembro de 2012 às 13h00min - Por Mário Flávio

Do portal PE247

Faltando quase dois anos para as eleições de 2014, os partidos políticos começam a se movimentar e analisar possíveis alianças para o pleito presidencial. Nesta direção, o PPS sinaliza que poderá vir a firmar uma aliança com o PSB, legenda comandada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. “Sim, é uma possibilidade. O PPS tem muitos pontos em comum com o PSB. Mas para que isto aconteça é necessário que Eduardo e o PSB se coloquem como protagonistas e não como meros coadjuvantes do PT. É necessário mudar esta postura. Se isto acontecer conversaremos sobre esta possibilidade”, diz o deputado federal e presidente do PPS, Roberto Freire.

Segundo ele, Eduardo tem dado indícios de que poderá se lançar candidato à Presidência da República mas, pelo menos neste momento, não existe nenhum fato real que posicione o governador pernambucano como um candidato em potencial. “Existem muitas sinalizações neste sentido, mas nada de concreto. Isso é natural, já que o PSB integra a base do Governo enquanto nós somos oposição. Para ele se lançar como candidato é preciso que ele (PSB) rompa com o PT. Se isso acontecer nada impede que possamos sentar e conversar”, afirma o parlamentar.

A REBOQUE – O parlamentar observa, ainda, que o próprio Eduardo não deixou claro se realmente irá se candidatar ou não à Presidência da República e enquanto isto não acontecer o PSB continuará a reboque do PT. “Se ele posicionar de fato, rompendo com o PT, aí muitos dos partidos que hoje são oposição a este governo que aí está poderão caminhar junto com ele. Mas para isto é preciso mudar não apenas o discurso, mas também a atitude que o PSB mantém hoje em dia de ser um coadjuvante do Partido dos Trabalhadores e do Governo atual”, disse.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro