30 de abril de 2015 às 20h38min - Por Mário Flávio

  
Do G1 Caruaru 

Uma audiência sobre a nova feira ocorreu nesta quinta-feira (30) por convocação de promotores do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Representantes do governo não compareceram. Em nota, a assessoria de imprensa alegou que “a Prefeitura de Caruaru e o Conselho Consultivo e Deliberativo de Transferência da Feira da Sulanca deram cumprimento à decisão judicial da Primeira Vara da Fazenda, que determinou a suspensão das atividades de transferência da Feira da Sulanca, por isso o município não mandou representantes”.

Para debater o caso, um engenheiro civil do MPPE foi designado fazer observações. “Foram pedidos dois pontos principais de análise: um do valor da gleba, que é o local, perto do ‘Polo Comercial’; o segundo foi o valor do empreendimento, orçado em aproximadamente R$ 588 milhões. A gleba, a gente encontrou um valor coerente com o mercado, até um pouco abaixo. E, com relação à análise do empreendimento, requer dados e informações que foram solicitados aos responsáveis”, explicou o responsável, Roubier Muniz de Souza.

Em resposta à TV Asa Branca, cuja equipe acompanhou a audiência, a assessoria de imprensa afirmou que o conselho só poderá se pronunciar sobre o assunto após a elaboração da defesa, já que a Justiça determinou a suspensão das atividades.

Público principal
Muitos feirantes estiveram presentes à reunião e tinham questões para esclarecer junto ao governo municipal. “A prefeitura, que quer fazer a transferência, tem que arcar com os custos, porque nós pagamos. Nós pagamos há aproximadamente 20 anos que estamos ali, e cadê esse dinheiro?”, indaga Jardiel Carvalho, do movimento “A Feira é dos Sulanqueiros”.

Já outro grupo de comerciantes apresentou um projeto para permanência da Feira da Sulanca no Parque Dezoito de Maio, a fim de funcionar em todos os dias da semana. “Não vai desrespeitar a tradição. Esse projeto mostra que a feira vai continuar sendo feira. Ela não pode e não deve ser privatizada”, explicou a feirante Aparecida Assunção.

Promotor do Patrimônio Público, Marcus Alexandre Pieppo relatou que, além do acompanhar os trâmites de transferência e como eles são realizados, há outra preocupação: “o lado social. Nós não podemos nos desprender da questão humana”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro