7 de dezembro de 2016 às 07h09min - Por Mário Flávio

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O ministro Marco Aurélio, em decisão monocrática, determinou anteontem o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado. Motivos, segundo ele, existem vários. O senador alagoano, além de ter-se tornado “réu” no STF, acusado pelo Ministério Público de falsidade ideológica e peculato, responde a mais 11 inquéritos naquela Corte, a maioria deles relacionados com a Lava Jato.

Sem que se entre no mérito da conduta do senador, cujo afastamento por medida liminar foi criticada pelo ex-ministro Carlos Vellozo, por se tratar do presidente de outro poder, resta claro que a Justiça deveria se pronunciar com mais celeridade sobre essas acusações. Até porque, se aos olhos da opinião pública o senador já está condenado, aos olhos da justiça ainda não. E não se admite, ou pelo menos não se deveria admitir, que um cidadão passe três, quatro e até mais anos, sob suspeita, sem que se saiba se ele é culpado ou inocente.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro