2 de dezembro de 2016 às 07h24min - Por Mário Flávio

O Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, reduziu a taxa Selic de 14 para 13,75 por cento. A reunião, que aconteceu na quarta-feira (30), foi a segunda consecutiva em que o BC decidiu diminuir a taxa básica de juros da economia brasileira. Em outubro, o Comitê também reduziu a Selic em 0,25 pontos percentuais.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Economia de Roraima, Florêncio Melo, a decisão do Copom foi prudente. Na avaliação do economista, a redução da Selic mostra que a economia brasileira está começando a dar os primeiros sinais de recuperação.

“Essa redução da taxa Selic é muito importante para a economia brasileira, porque passa – principalmente para o mercado internacional – que a economia brasileira começa a dar sinais de recuperação. Nesse momento em que o governo reduz a taxa, ele demonstra e sinaliza para o mercado internacional que está fazendo o dever de casa no sentindo de atração de investimentos para a nossa economia. Então isso demonstra que o governo está com uma responsabilidade e está fazendo de tudo para que a economia brasileira volte a crescer e volte a ficar estável”.

A taxa Selic é a média de juros que o governo paga quando pega dinheiro emprestado dos bancos. Por isso, quando a Selic está alta, os bancos preferem emprestar dinheiro ao governo para lucrar mais. Ao fazer isso, os bancos cobram juros mais altos dos consumidores comuns, porque há menos dinheiro disponível em caixa.

Na avaliação do presidente do Conselho Regional de Economia de Roraima, Florêncio Melo, a redução da Selic não deve ter um impacto significativo no orçamento dos brasileiros em curto prazo. O economista explica, porém, que alguns sinais já podem ser sentidos na hora de fazer compras de supermercado.

“Como teve essa redução da taxa, os produtos de primeira necessidade – a cesta básica, por exemplo – param de aumentar. E ela (cesta básica) não vai cair na mesma proporção que foi a taxa de juros Selic, mas ela caiu em uma proporção menor. Isso já faz um reflexo na economia interna. O consumidor já sente um reflexo no bolso dele. Pequeno, mas já sente. E isso vai ser uma forma, inclusive, de o país passar para o mercado internacional que o Brasil está de portas abertas para novos financiamentos de investimentos”.

De acordo com comunicado divulgado pelo Banco Central, a inflação recente se mostrou mais favorável que o esperado, em parte por causa da queda dos preços de alimentos, mas também com sinais de desinflação mais difundida, o que permitiu a diminuição da taxa.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro