13 de fevereiro de 2013 às 15h25min - Por Mário Flávio

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Um clima pra lá de tenso… Essa foi a tona da primeira reunião em 2013 do Parlamento Jovem. Apenas seis vereadores jovens compareceram ao encontro. Faltaram parlamentares jovens e sobraram críticas para o atual Presidente, Paulo Tôrres (PTN). Influenciados pelo vice-presidente, Edweiss Arnaldo (PDT), os vereadores da oposição apontaram a metralhadora para Paulo Tôrres, que por ser o presidente, teve pouco tempo para se defender.

Até o esvaziamento da reunião foi apontado pelos opositores ao presidente. “Essa reunião foi remarcada pelo menos três vezes. Isso mostra toda a falta de capacidade de gerenciamento do presidente com esse Parlamento. É lamentável”, disse o representante do DEM no PJ, Rayann Santos.

O vice-presidente, Edweiss Arnaldo, também disparou e disse que vai fazer uma espécie gestão paralela. “Não vou esperar mais por ele. O Parlamento Jovem ficou travado durante todo o ano. Chegamos em 2013, estamos próximos de uma nova eleição e praticamente não apresentamos nada. O presidente não pode criticar Lícius Cavalcanti, afinal o pai dele e vereador Lula Tôrres, não deu a mínima para o PJ, e ele era da Comissão de Juventude da Câmara”, criticou.

Paulo Tôrres voltou a dizer que não obteve apoio da gestão de Lícius Cavalcanti e segundo ele, esse seria o principal motivo para a falta de ações do PJ. “Não tinha muito o que fazer, nunca existiu relação com a antiga gestão da Casa e todos sabem disso. O Parlamento Jovem tem que deixar de formar grupinhos e ficarem fazendo picuinhas, esse não é o principal motivo da existência do Parlamento. Esse ano o PJ vai andar”, garantiu.

A vereadora jovem, Joana Figueiredo, preferiu não se posicionar sobre a briga, mas disse que esperava mais do PJ. “Confesso que esperava mais do Parlamento, fomos eleitos e no início as discussões eram bem proveitosas, mas com o passar do tempo, houve uma desmotivação. É uma pena, espero que nos próximos dois meses de gestão, possamos dar andamento a todas ações e principalmente tirar do papel a ideia do Parlamento itinerante, assim iremos conseguir envolver os jovens na discussão política”, disse a representante da UFPE no PJ.

Diante de toda a polêmica criada, a vereadora jovem Mayara Soares foi enfática. “Se é para ficarmos fazendo reuniões e toda vez for essa briga, é melhor que haja uma renovação total no Parlamento, pelo menos outras pessoas irão chegar com ideias novas e a briga vai acabar”, resumiu.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro