4 de junho de 2015 às 19h18min - Por Mário Flávio

Por Ilimar Franco

O vice-governador de SP, Márcio França, comunicou ao PPS ontem que o PSB tinha desistido da fusão. A decisão foi tomada após conversa, em Recife, com o prefeito Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara (PE). Mas, para manter o conto de fadas, Márcio acenou com novo flerte em 2017, passadas as eleições municipais. O PPS foi surpreendido. Ele aposta na criação de uma terceira via para disputar a eleição presidencial de 2018.

O protagonismo – Os líderes do PSB em Pernambuco deixaram claro que estavam contrariados com a ascensão de Márcio França, negociador da fusão. Eles se ressentem de terem sido alijados do processo. A atitude de Geraldo e Câmara amplifica o grito dos socialistas dissidentes de outros estados. Diante dessa resistência poderosa e simbólica, Márcio e os seus optaram pelo abandono do projeto. Eles teriam que bancar um confronto com o PSB de Miguel Arraes/Eduardo Campos. Passaram a considerar também a perda do controle da legenda. Os desdobramentos desse embate na convenção poderiam reanimar o grupo do ex-presidente Roberto Amaral, nomeado ontem, pela presidente Dilma, conselheiro de Itaipu.

“Conversei com o Geraldo Júlio e o Paulo Câmara. Vamos adiar a fusão para 2017. Eles acham que o PSB vai perder deputados se a união for agora”

Márcio França – Vice-governador (SP) e tesoureiro do PSB, por telefone ontem, para um dirigente nacional do PPS. O PPS faz esforços para evitar uma reação irada de seu presidente, o deputado Roberto Freire, depois que o PSB melou a fusão entre as duas siglas.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro