8 de maio de 2013 às 07h55min - Por Mário Flávio

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Reportagem: Thomás Alves

A possível mudança da “feira do troca”, localizada no Parque 18 de Maio, foi assunto debatido por quase todos os vereadores, durante a sessão desta terça-feira (7). Todos os parlamentares da oposição e situação, que tocaram no assunto, concordaram que a feira deve permanecer onde está. A oposição criticou dizendo que a proposta da saída evidencia a fragilidade do poder público por não conseguir realizar a segurança no local.

O vereador Evandro Silva (PMDB), que abriu as portas para a série de críticas na tribuna, disse que: “acabaram com a Vila do Forró por causa das drogas e agora estão querendo fazer o mesmo com a feira troca. Daqui a pouco, se houver drogas na feira do artesanato vão querer acabar com ela também?”, disparou o parlamentar da oposição.

O vereador Jajá (MD) disse que cerca de 20 sulanqueiros o procuraram para reclamar. “São pessoas de família que estão trabalhando na feira do troca. Se o poder público alega que, no estado em que está, a feira atrai o comércio de drogas, então porque não colocam policiais lá?”, indagou o edil. Jajá disse ainda que vai nesta quarta ao local para ouvir os feirantes a respeito do assunto.

Gilberto de Dora (PSB) defendeu o governo e afirmou que a mudança foi um pedido do Ministério Público e não do prefeito José Queroz. “O poder público jamais quis a retirada, mas tem a obrigação de atender á promotoria”, explicou. O parlamentar ainda expressou sua opinião pessoal e disse que é contra a saída.

O presidente da Casa, Leonardo Chaves(PSD), disse que entende a preocupação do Ministério Público, mas acredita que a origem de boa parte das armas e drogas encontradas na feira do troca é de outros locais. “Os bandidos detidos dizem que esses materiais apreendidos têm origem no Parque 18 de Maio, mas, na verdade, eles mentem para não revelar o verdadeiro local de origem dessas drogas e desse armamento”, opinou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro