3 de janeiro de 2018 às 23h21min - Por Mário Flávio

O blog segue apresentando os desafios dos políticos de Caruaru para o ano de 2018. Na edição de hoje em análise o ex-prefeito José Queiroz.

O ano não será fácil para o experiente político que governou Caruaru por quatro mandatos. A defesa do legado dele; uma vaga na chapa majoritária; o palanque para Ciro Gomes; a oposição a Raquel Lyra; a reeleição do deputado Federal Wolney e a relação com os Gomes estão entre ações a serem enfrentadas no ano que começa.

Legado

Queiroz entrou para a história como o prefeito que mais esteve à frente da prefeitura por mais vezes, quatro no total. No entanto, agora sem mandato, vai lutar para manter o legado que o consolidou como uma das principais lideranças da política local. “Entreguei uma metrópole a atual prefeita”. Essa frase de efeito não foi rebatida por ninguém da atual gestão e o ex-prefeito terminou o ano de 2017 concedendo entrevistas e fazendo uma prestação de contas dos últimos mandatos, com uma boa vantagem para o pedetista, na defesa do legado dele.

Majoritária

Após o PDT voltar para o primeiro escalão do governo de Paulo Câmara, o nome de Queiroz foi indicado por Carlos Lupi para ser a vaga do partido numa eventual disputa para o senado. No entanto, como a concorrência na Frente Popular é pesada para indicar as duas vagas, o político pode abdicar e tentar voltar a Alepe. Mas com os senadores Armando Monteiro e FBC indicando que Caruaru tem que ter espaço na majoritária da oposição, o nome de Queiroz volta a ganhar força para o senado. Isso pesa a favor dele, mas Jorge Gomes ou Laura podem ser também indicados para essa disputa.

Ciro

Além da construção de um espaço na majoritária estadual, o PDT precisa montar palanque para a candidatura de Ciro Gomes à presidência. Como os Queiroz comandam o PDT há quase 30 anos, a tarefa vai caber a Zé e Wolney. Os dois ainda terão que administrar a preferência por uma eventual candidatura de Lula ao Planalto, já que ambos sempre defendem o PT e o nome do ex-presidente. O destempero de Ciro também é algo a ser levado em conta.

O G7 e a reeleição de PC

A reeleição do governador Paulo Câmara também é observada com atenção pelo ex-prefeito. Uma derrota de PC joga o PDT para a oposição, situação não vivida pelo partido desde a época em que Jarbas Vasconcelos foi governador de Pernambuco. Queiroz destaca o trabalho do G7 em Caruaru (bloco de 7 políticos), que reforça a oposição a Raquel Lyra e o resultado das urnas na eleição desse ano, vai demonstrar o tamanho do lastro de Queiroz para pleitos vindouros.

Reeleição de Wolney

O sexto mandato de Wolney é uma das prioridades de Queiroz para 2018. Sem a máquina da gestão municipal e com adversários de peso em Caruaru, o ex-gestor sabe das dificuldades a serem enfrentadas na disputa pela reeleição do filho. No entanto, ele mesmo reconhece que após todos esses mandatos, o político já reúne condições de caminhar e ser eleito com as próprias forças. Num Congresso com boa parte dos políticos envolvidos em corrupção, o mandado limpo de Wolney e verbas conseguidas para a cidade serão trunfo para a disputa. O alvo é comunicar bem e que as informações cheguem aos eleitores.

Gomes

A relação com os Gomes também pode sair ou não abalada dessa eleição. Se Zé e Wolney apoiarem Laura na tentativa da reeleição, a aliança será mantida e não haverá problemas em composições futuras, como a eleição de 2020. No entanto, se Queiroz decide disputar uma mandato de deputado estadual, deixa o eleitorado dele e de Laura dividido e dificulta a eleição de ambos. Com isso, Laura poderia ir para o sacrifício e disputar uma vaga no Senado.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro