19 de outubro de 2013 às 10h21min - Por Mário Flávio

Muitos personagens ocultos da cidade em meados da década de setenta se transformaram em atores que levaram o município a ser representada em grandes festivais pelo Brasil à fora e receberem prêmios em quase todos.
Uma criatividade em criar textos poéticos, que logo se transformavam em canções.

Natural de Toritama, mas ainda criança veio para Caruaru. Um gênio que fazia teatro com humor e ironia, retratando situações simples do cotidiano colocando em cena a realidade social e, em forma de denúncia despertava educando vindo a ser o teatrólogo mais premiado de toda história de Pernambuco.

Agora pela manhã, aqui no Parque das Flores, ao lado de tantos amigos comuns e autoridades da cultura e da política, minutos antes do último adeus, seus companheiros de Caruaru iniciaram uma canção logo entoada por todos presentes.

Auto das Sete Luas de Barro ao mesmo tempo em que denuncia expressa poeticamente uma crítica a sociedade.
Nela a trajetória de miséria do mestre Vitalino sai como metáfora e denúncia da exploração do artista. Uma das canções musicadas por Jadilson Loureno com letra do próprio Vital é Acalanto para Vitalino. Canção esta que é cantada entoada por seus companheiros de jornada de Caruaru aqui presentes, e acompanhada pelos que vieram se despedir em lágrimas cantando juntos como que pedindo “Para acordar esse homem que dorme feito menino”…

“Dorme menino que teu sonho é acordar,
Mundo é tão pequenino não tem onde te guardar A vida traçou teu destino
Na terra e no mar”

*Paulo Nailson é dirigente político com atuação em Movimentos Sociais e na Cultura. Cursa Serviço Social. Membro da Articulação Agreste do Fórum de Reforma Urbana (FERU-PE) e Articulador Social do MTST. Edita a publicação cristã Presentia. Foi dirigente no PT municipal por mais de 10 anos.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro