4 de janeiro de 2013 às 10h25min - Por Mário Flávio

Logo no primeiro dia do ano lembrei a Revolução Cubana que retirou Fulgencio Batista do poder em 1959. Como acontecem todos os anos à meia-noite local uma bandeira é hasteada em Santiago de Cuba, cidade pela qual entraram no território Fidel Castro e suas tropas. As comemorações que iniciaram na terça-feira só terminam oficialmente no domingo, dia 6. Já se passaram 54 anos.

Lideranças de países como Jamaica, Romênia, Suriname, Nicarágua, entre outros, felicitaram o país pela data. O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que está em Havana acompanhando a recuperação de Hugo Chávez, também agradeceu a colaboração de Cuba com seu país.

Apesar do Embargo dos Estados Unidos – O sistema público de saúde de Cuba registrou a menor taxa de mortalidade infantil da América em 2012, incluindo Canadá e Estada Unidos, de acordo com as estatísticas locais divulgadas ontem (3). No ano passado, o número de crianças mortas até o primeiro ano de vida foi de 4,6 para cada mil recém-nascidos.

Enquanto em Cuba há aproximadamente seis médicos para cada mil habitantes, dos demais países da America Central, NENHUM sequer chega a 2 médicos para cada mil habitantes, sendo que a grande maioria apresenta uma media de menos de um medico para cada mil habitantes!
Cuba continua enviando missões de solidariedade pelo mundo todo.
O alegre povo cubano com acesso a saúde, tem expectativa de vida maior que a dos EUA, Analfabetismo zero, IDH elevado.

Na ilha há 60 mil menores com limitações físicas ou psíquicas frequentando escolas especiais, onde, além de aulas, recebe tratamento fisioterápico e atendimento psicológico, uma combinação que permite com que eles desenvolvam ao máximo suas habilidades. O governo paga um salário para que recebam os cuidados necessários. Não há no país meninos de rua. Todos vivem em instituições que lhes garantem alimentação, assistência médica e educação, incluindo os estudos superiores. 100% das crianças e adolescentes cubanos frequentam a escola, que é obrigatória por nove anos e segue sem custar um centavo até o nível universitário, onde até mesmo os livros são gratuitos.
Cuba resiste ao imperialismo e resiste ao capitalismo apesar do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e do compasso dos tempos. Por circunstâncias diversas e adversas tem havido reformas econômica desde 1990.

No VI Congresso do Partido Comunista, em abril do ano passado, aconteceu uma “atualização do modelo socialista às políticas de mudança”. Indicando um novo olhar sobre a história da economia cubana. Estudando atentamente cada medida vemos que tudo está sendo feito com muito cuidado para não perder as conquistas socialistas.
Viva o bravo e resistente povo cubano!

AQUI NO BRASIL… – Luiz Carlos Prestes se ainda estivesse vivo completaria ontem (3), 115 anos. Prestes dedicou toda a sua vida à luta pela liberdade, contra o imperialismo e pela construção do socialismo no Brasil, imortalizou-se como herói do povo brasileiro e latino-americano, referência histórica para os comunistas em todo o mundo. Sua heroica e trágica existência marcará para sempre a memória dos lutadores e lutadoras do povo, sendo fonte permanente de exemplo para as novas gerações de comunistas.

Na histórica Carta aos Comunistas, em março de 1980, avaliando “erros do PCB”, Prestes deixa-nos uma reflexão que deveria ser feita também dentro de demais partidos tido como de esquerda, como o atual PCdoB e o PT. Ele cita na carta os métodos equivocados de direção (o “oportunismo”, o “carreirismo”, o “mandonismo” e o “compadrismo”, além da ausência de uma justa política de quadros e a falta de princípios), uma realidade partidária em que, na prática, inexistia uma direção e uma real unidade em torno de objetivos politicamente claros e definidos. Alguma semelhança com os dias atuais?

OS GESTOS – O PRIMEIRO é o do meia Kevin Prince Boateng, do Milan, um dos principais clubes de futebol da Itália, na quinta-feira (3), uma ideia interessante para combater o racismo no esporte. As imagens circulam o mundo: durante uma partida amistosa na cidade de Busto Arsizio, contra o Pro Publica, time da quarta divisão, Boateng parou o jogo ao ser alvo de ofensas racistas, chutou a bola contra a torcida e abandonou o gramado. Seus companheiros o seguiram e a partida acabou naquele instante.

AQUI NO BRASIL… – Outra cena que espero que continue repercutindo e dando muito o que falar é a de solidariedade de Zeca Pagodinho Morador de Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense durante 20 anos. A Comunidade está sofrendo com as chuvas. E a frase no final desta coluna é a dele mesmo: “É muito ruim ver Xerém assim. Tem muita gente pobre, muita gente sofredora e tem o lixo para infernizar mais ainda a vida. Eu tenho carro, mas tem gente que não tem. O único caminho que sobrou (depois dos deslizamentos de terra) é lixo puro. Dá nojo de político, dá nojo desta gente bandida”. Entrevista à TV Bandeirantes.

*Paulo Nailson cursa Serviço Social, é dirigente político com atuação em movimentos sociais, Membro da Articulação Agreste do Fórum de Reforma Urbana (FERU-PE) e Articulador Social do MTST. Edita o blog cristão Presentia. Foi dirigente no PT municipal por mais de 10 anos.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro