7 de abril de 2014 às 09h25min - Por Mário Flávio

Entre as várias promessas inclusas no seu programa de governo municipal em 2012, somado ao seu poder ludibriador e ilusionista, o prefeito de Caruaru José Queiroz (PDT) prometeu com letras garrafais que construiria uma ciclovia na cidade, para ser mais específico na Avenida Rui Barbosa. O layout do projeto, apresentado durante o guia eleitoral, é de impressionar as vias existentes em Berlim e Amsterdã. É notória a crescente de números de ciclistas que estão ganhando as principais avenidas caruaruenses, isso comprova a evolução saudável e sustentável de boa parte da população, o que gera para o poder público, uma necessidade maior de discussão sobre a tão falada mobilidade urbana.

Em tempos modernos, onde as ausências de políticas urbanas do passado estão sendo refletidas agora, que nasce o que já deveria ter sido prioridade lá atrás para a gestão pública, junto com a valorização e conforto do transporte coletivo, o chamado Plano Cicloviário! Onde tem como foco principal o incentivo do uso da bicicleta como meio de transporte, seja para qualquer tarefa cotidiana: Trabalho, escola, faculdade, etc. Logicamente que dentro desse planejamento cicloviário, deve existir todo um preparo técnico que respalde tais evoluções. Não precisamos ir nem ao sul ou sudeste do país para sabermos que o sufocamento transital está em seu limite, basta observamos nossa capital pernambucana para termos tal certeza.

Na última semana, foi lançado em Recife o Plano Diretor Cicloviário. Encomendado pelo Estado e pela Prefeitura da Cidade, com a colaboração de gestores e técnicos dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, e ganhou “musculatura” com a contribuição de especialistas da área de transporte e obviamente com o apoio de ciclistas e grupos de pedal. O objetivo de todo esse núcleo é garantir a implantação de uma rede com 590 km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, um planejamento que tem como meta até o ano de 2022. Isso é bom? Nem tanto, mas já é um avanço que levando em consideração a evolução automotiva da nossa Capital do Agreste, o senhor Secretário de Projetos Especiais da Prefeitura de Caruaru, deveria sair da sua sala gelada de ar-condicionado e ir atrás de conhecer.

Precisamos entender também, as diferenças básicas do que é Ciclovia, Ciclofaixa e Ciclorrota. Vamos começar pela Ciclovia: espaço separado fisicamente para o tráfego das bicicletas, como meio fio, grade, muretas ou blocos de concreto. Ciclofaixa: É quando há uma faixa pintada no chão e/ou com o auxílio de outros recursos de sinalização. Nesse caso, ela é indicada para locais onde o trânsito é calmo, por usar a própria estrutura da via. E a Ciclorrota: É um caminho, com ou sem sinalização, que representa uma rota recomendada para o ciclista. De fato, o leque de opções para o gestor público executar quanto ao espaço prioritário das “magrelas” é de uma gama enorme.

O ciclista precisa ter espaço, tem por obrigação por parte do Executivo Municipal, que entre os 135 mil veículos que existem hoje em Caruaru, ele seja respeitado e crie-se uma nova cultura para a turma do pedal que só comprova que o amadurecimento da mobilidade urbana, palavra em moda entre os gestores, está causando o efeito contrário, o que deveria ser “provocado” pelo poder público para a população, está sendo reivindicado e sufocamente pedido a estes que deveriam, pelo menos em tese, se preocuparem com o futuro de uma geração que está inalamente sem ar com tanta poluição no trânsito. Ah, e sobre o projeto da ciclovia em Caruaru? Por enquanto só o projeto mesmo…

*Raffiê Dellon é Presidente do PSDB de Caruaru!


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro