3 de janeiro de 2012 às 18h01min - Por Mário Flávio

A cada semestre, as universidades de todo país que trazem entre seus cursos o de jornalismo entregam ao mercado centenas de profissionais de comunicação. Com o inchaço dos veículos tradicionais como rádio, televisão e impresso (jornal) as oportunidades de emprego nesses locais estão ficando mais difíceis. 

Paralelo a isso, cada vez mais as pessoas querem seu trabalho visto e reconhecido, é a política do “não basta ser bem sucedido, é preciso a sociedade ter conhecimento disso” valendo para o setor público ou privado. Com isso, surge a bola da vez na área de comunicação, o assessor de imprensa, ou seja, aquele profissional que entre as funções que desempenha tem o papel de manter sempre o bom relacionamento entre seu assessorado e a mídia.

Mas nem sempre isso é fácil de ser desenvolvido, porque muita gente, seja empresário, político, médico, tem assessor de imprensa, mas não faz a mínima ideia do que seja um, tem por ‘status’ e não por entender o seu real valor.

Então, entre as dificuldades de um assessor está a de ser fazer ouvir, motivado principalmente pelo pensamento de muitos assessorados: “como alguém que é meu funcionário, que é pago por mim quer dizer o que eu devo ou não fazer e como eu tenho que falar com os jornalistas”? Mal sabe ele que ao manter essa linha de raciocínio está realmente jogando dinheiro fora.

Começa então a luta para o assessor mostrar justamente o contrário, que sua atuação é fundamental para que o assessorado colha sempre o que de bom os veículos de comunicação podem oferecer, e tê-los sempre como aliados e não inimigos, seja em uma pauta positiva ou em um gerenciamento de crise (reportagem negativa).

Quando a relação assessor-assessorado é de cumplicidade e confiança o relacionamento com a mídia tende a ser o melhor possível, como já citado nas boas e más ocasiões. Mas quando o assessor falha e não consegue passar para seu cliente a sua exata função, ele acaba se distanciando da missão, se tornando um assessor pessoal, muitas vezes confundido até com “puxa-saco” da pessoa em questão.

Surge então o “atrapalhador de imprensa”, aquele que acha que seu patrão é sempre perseguido, que sempre olha com desconfiança para as equipes de reportagem, leva tudo para o lado pessoal, criando ojeriza dos colegas de profissão, ao dificultar o trabalho deles.

Esses “atrapalhadores” chegam até ser antiéticos, com informações duvidosas e só conseguem um resultado com isso: prejudicar seu assessorado. Fica então ó desafio para quem pretende ingressar na área de Assessoria de Imprensa, se fazer entender sempre e lembrar que antes de ser assessor de imprensa ele é um Jornalista, ser ético e imparcial (no caso de AI isso inclui também não fazer distinção de quem precisa do seu trabalho) é mais que dever é obrigação, afinal os veículos de comunicação são o meio para se alcançar no campo da assessoria, sempre que possível, a boa notícia.


Comentários


...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro