1 de outubro de 2013 às 17h25min - Por Mário Flávio

Ao decidir entregar os cargos que o PSB detinha no governo Dilma, o governador Eduardo Campos demonstra sua coerência e audácia. Não se coloca como adversário, mas também não se dispõe a seguir a cartilha do PT. Deixa de ser coadjuvante de um processo que lhe precede e se projeta como condutor de um novo processo, que ele mesmo concebe, articula, e controla com extraordinária inteligência, sensibilidade e argúcia.

Também inteligente João Lyra soube aproveitar a convivência com Eduardo, de quem é Vice-governador pela segunda vez. Ao início da gestão teve sob sua coordenação as secretarias de segurança, saúde e educação, sendo posteriormente secretário de saúde, antes de dedicar-se com exclusividade à vice governadoria, distinguindo-se como importante colaborador do projeto politico do governador. Sua rica experiência politico administrativa lhe permitiu ampliar o diálogo com as mais diversas lideranças, em todos os níveis. Durante suas frequentes visitas a Caruaru ouve e dialoga com políticos de governo e oposição, empresários, professores, lideranças comunitárias, intelectuais, presidentes de partidos, sindicalistas, movimentos sociais, atendendo as demandas locais mais prementes e implantando sólidos alicerces para o desenvolvimento futuro.

Da mesma forma age no âmbito estadual e federal, durante suas incontáveis visitas aos mais diversos municípios de Pernambuco, e a outros estados, onde difunde as ações de governo, assimila experiências inovadoras, e articula apoio ao projeto de Eduardo. Definitivamente João Lyra ganhou a dimensão necessária para voos mais altos. Com ele Caruaru tem, pela primeira vez, um vice-governador participativo e interferente na gestão do Estado, graças ao que o município tem recebido obras importantes como: duplicação da BR 104 (Obra Federal delegada ao Governo do Estado); ampliação do Hospital Regional (Ampliação da emergência, Clinica de hemodiálise, ginásio de fisioterapia, etc ); Território do Governo Presente de Caruaru (diversas ações em comunidades vulneráveis) Morro do Bom Jesus, Salgado, São João da Escócia etc.; PE Conduz – programa de transporte de cadeirantes em deslocamentos para atividades de inserção social; Hospital Mestre Vitalino, o maior do interior do estado com mais de 300 leitos entrará em funcionamento no primeiro trimestre de 2013; UPAE – Unidade Especializada que atenderá a demanda intermediria entre o atendimento primário e o secundário e pré-hospitalar; Hospital da Mulher – a primeira unidade do interior especializado na saúde da mulher; Hospital Jesus Nazareno – Reforma e requalificação, ampliação das salas de parto; cofinanciamento da Ponte Irmã Geronima; implantação do Policiamento do Bairro; implantação do reforço policial com novas viaturas, novas armas e coletes a prova de bala para os policias Militares e Civis; retomada da obra do Hospital São Sebastião; ampliação, com apoio financeiro, do Distrito industrial; compra do Terreno para implantação do Campos da UPE; implantação de cursos da UPE.

É por tudo isso que a grande maioria das pessoas com quem tenho conversado acredita que, em Pernambuco, o próximo governador eleito será o candidato apoiado por Eduardo. Não sei se o escolhido será João. Não sei sequer se ele, João, terminará o mandato de Eduardo como o primeiro governador caruaruense, caso este confirme a candidatura a presidente da República, senador ou mesmo a deputado federal, pelo que necessariamente terá que se desincompatibilizar do cargo. Porém, assim como todo mundo, não tenho a menor dúvida que Eduardo elegerá um bom número de deputados federais em Pernambuco e em outros estados, e um deles bem poderá ser João Lyra, que se viabilizou tanto para empreender novos voos como para realizar antigos sonhos.

Em todo caso, João está preparado para qualquer destas alternativas, ademais de ter praticamente assegurada a reeleição de sua filha Raquel, que bem poderá ser a próxima candidata a prefeita de Caruaru, pois reúne todas as qualidades necessárias para tanto. Contudo não me surpreenderia que, não sendo o indicado a suceder Eduardo em 2014, João opte por concorrer a um terceiro mandato em 2016, dispondo-se a colocar toda a sua experiência a serviço desta cidade. Eduardo pensa grande, vê longe e pisa firme no chão. Candidato ou não a Presidente será o grande condutor da sucessão em Pernambuco, e em outros estados. João incorporou novos conhecimentos e se expandiu ao construir uma relação sólida com Eduardo, com quem estará aliado seja qual for o cenário. Para aqueles que torciam por sua aposentadoria em algum Tribunal de Contas, cuidado! Ele continua na ativa e vem forte por aí!


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro