28 de julho de 2012 às 10h10min - Por Mário Flávio

Olha, talvez Walt Disney ou o próprio Gepeto, figuras que deram origem ao famoso personagem Pinóquio, tivessem conhecido a forma queirozista de tentativa de administrar algo público, certamente o tal boneco teria outra denominação. Ou melhor, dissimulação, farsa, fingimento, hipocrisia e teatro, sinônimos esses de mais uma tentativa do Prefeito de Caruaru de ludibriar os caruaruenses com seus pergaminhos e falas ilusionistas, acreditando que a população não tem memória ou raciocino lógico.

Era o dia 29 de outubro de 2009, dependências da Associação Comercial de Caruaru (ACIC), a Prefeitura de Caruaru, na pessoa do seu gestor, dava uma tapa na cara da democracia plena e na opinião pública municipalista, outorgando juras de amor à criação do Orçamento Participativo. Pois bem, 1003 dias depois, a astúcia “pinoquista” volta prometendo mais uma vez a execução do projeto/promessa.

O velho “Gepeto” tinha o sonho de testar três qualidades em Pinóquio, um era a coragem, comparada a atual gestão caruaruense é inteligente lembrar a “fugidinha” como diria o Teló, que o Chefe do Executivo efetuou pelas portas dos fundos da Prefeitura, em 2011, para não receber a intimação sobre a derrubada da Vila do Forró. Ah, um rápido parênteses, algo sobre o projeto do Poder Municipal para o local?!

Outra qualidade que Gepeto tentava englobar na madeira, era a honestidade do boneco, que comparada a atual gestão é sabido lembrar que hoje, o senhor que quase 100 mil caruaruenses depositaram uma confiança em 2008, é considerado pelo Ministério Público como ficha suja. Precisa explanar mais algo quando o assunto é Ficha Suja?. E pior, um Ficha Suja tentando uma nova oportunidade? Cá pra nós, é brincadeira, não?!

E a terceira era a lealdade, aqui entre a gente, se fossemos colocar numa mesa (por favor, não se lembrem daquela de 80 mil reais, que se encontra no prédio da Sefaz na Avenida Rio Branco), todo o esforço do PTista Zé Carlos Menezes para reeleger pela terceira vez este que hoje governa o município com o sexto piores serviços de saúde do país, segundo o Ministério da pasta. Eita e o querido João Neto?, acredito que a coordenação de Zé de Lima não seria tão ingrata de não ter feito, pelo menos, uma peça de campanha do Vice-Governador do estado para seu comitê, que hoje inaugura-se.

É uma pena que essa síndrome, a qual vários gestores passam, de ser um ex-prefeito em exercício, tenha “cegado” a humildade (uma vez que pouca) do Chefe do Executivo caruaruense de reconhecer que não teve pulso para executar o OP e pedir desculpas aos mais de 315 mil habitantes deste solo abençoado por Maria das Dores.

A dramaturgia brasileira, assim como Dias Gomes, estão nesse momento rindo a toa, por saberem que sua obra: “Odorico Paraguaçu e Sucupira”, fizeram escola na octogésima cidade mias violenta do país. E o mais curioso disso tudo, é saber que próximo do término do seu último mandato como político em Caruaru, Zé de Lima criou uma arte que os caruaruenses torcem para não se expandir, o pinoquismo.

Raffiê Dellon faz parte da Coordenação da Coligação “Caruaru em Boas Mãos”.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro