25 de novembro de 2012 às 15h55min - Por Mário Flávio

Todos nós estamos matriculados na universidade da vida, mas as séries são diferentes. A alma dorme no mineral, sonha no vegetal, se revolve no animal e desperta no homem. Já escreveu Paulo Coelho que, “o cósmico conspira em favor daquilo que realmente queremos fazer de coração”.

Felizes são aqueles que se lançam em seus projetos de corpo e de alma. Ai daqueles que vivem das aparências. O Cristo fez o discurso e o evangelista escreveu: “E, por que vocês ficam preocupados com a roupa? Olhem como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Eu, porém, lhes digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, muito mais ele fará por vocês, gente de pouca fé!”.

Jamais me arrependi de ser um idealista. Aprendi que idealismo é a propensão do espírito para o ideal. E que o ideal tem seu ponto inicial na ideia, no imaginário, ele que é o objeto da nossa mais alta aspiração. A grandeza desta vida não está em receber elogios, mas sim, em merecê-los. Eu, por minha vez, não me preocupo com o que pensam de mim, eu me preocupo com o que eu penso de mim e a isto dar-se o nome de caráter.

Já dizia, o insigne homem de imprensa norte americano, Walter Williams: “Ninguém deve escrever como jornalista o que não possa dizer como cavalheiro”. Mas, por outro lado, asseverou por escrito, o Papa Gregório Magno: “Se da narração de um fato verdadeiro resultar escândalo, é preferível deixar nascer o escândalo do que renunciar a verdade”. Assim, vou caminhando pela senda que me foi dada a trilhar. E, para um idealista não existe meio termo. O idealista é tão convicto que seu ideal é mais importante do que qualquer importância.

Da mesma forma que o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas, pois trazê-las de volta ao redil, sãs e salvas, é o seu objetivo maior, ao idealista só resta defender, com ardor, aquilo a que se propõe. O idealismo na política partidária tem sido algo que rareia. Infelizmente, o poder econômico, a influência política e a máquina administrativa, têm decidido, sem qualquer condescendência, os últimos pleitos. Os partidos políticos, realmente, têm se partido, ora ao meio, ora em maior número de partes, contrariando a semântica do termo que significa: “Organização cujos membros realizam uma ação comum com fins políticos e sociais, ou ainda, associação de pessoas unidas pelos mesmos interesses, ideais, objetivos e etc”.

E o que é pior, importa-se da política partidária o mau exemplo e hoje diversos segmentos sociais acompanham o mesmo “modus operandi”. Se há uma disputa, logo dizem, “feio é perder”. Quando na verdade, feio é engrupir, feio é ganhar no tapetão, feio é vender-se a todo e qualquer preço, quando todos sabem que o dinheiro serve para cobrir custos e nunca para comprar valores, pois estes apenas rir àqueles que lhe fazem jus.

Quando saio de um pleito sem a conquista da maioria dos votos, contenta-me tão somente repetir a frase imorredoura de Ruy Barbosa: “Maior do que a tristeza de não ter vencido seria a vergonha de não ter lutado”. Eia e avante!

Severino Melo – Escritor / Advogado – artesão deste texto.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro