25 de abril de 2012 às 18h31min - Por Mário Flávio

Abutre é o nome vulgar dado às aves falconiformes da família Accipitridae, de hábitos necrófagos, conhecidas também como abutres-do-velho-mundo. Os abutres assemelham-se exteriormente aos urubus e condores. São aves de grande envergadura, usando correntes de ar quente para planar, têm cauda pequena e geralmente são desprovidos de penas na cabeça. Os abutres são mais longevos em relação a outros pássaros, chegando a viver 30 anos em cativeiro.

Engraçado, mas os abutres sobrevivem de carniças de animais mortos, lixos de tudo o que envolva a carnifecina, assim se alimentam aqueles que vivem nos palácios tentando fazer alegorias ao Rei, enxergam simplesmente os abutres ao seu umbigo, não veem a política como uma maneira de contribuir para transformar a vida das pessoas e criam impérios. Nestes impérios, quaisquer movimentos que não sejam em torno do rei  são considerados apenas como Inimigos do Rei.

Os abutres estão sempre sobrevoando os arredores dos palácios procurando transmitir que estão por ali prontos para usurpar, difamar, destruir, devorar e às vezes arrotar a arrogância do poder. Mas esquecem que muito deles podem somente sobreviver 30 anos em cativieiro e nada mais além que isso.

Estes abutres usam da política como alternância de poder no “império” e não conseguem compreender o movimento silencioso da águia. A águia é uma ave surpreendente e fascinante. Ela pode chegar a viver até 70 anos! No entanto, aos 40 anos ela está com suas unhas compridas que a impedem de agarrar suas presas, o bico fica alongado e pontiagudo e suas asas envelhecidas dificultam o voo.

Diante dessa situação, ela tem apenas duas opções: morrer ou enfrentar um processo doloroso, sacrificante e difícil de renovação. Assim, ela voa para o alto de uma montanha e em total isolamento dá início a sua renovação. Começa por bater com o bico contra a rocha até que ele seja totalmente arrancado. Quando o novo bico nasce, ela o utiliza para arrancar as unhas. Após o crescimento das novas unhas, ela arranca as penas velhas. Todo o processo leva em média 150 dias. O resultado é que ela pode voltar a voar alto, caçar seu alimento e viver por mais cerca de 30 anos!

Há diferença das águias para os abutres, no alto céu longínquo podem ser até confundidas, porém a águia enxerga mais longe, mais além e seus vôos são mais rasantes, ela não busca fugir da dor, porém ela enfrenta a dor como a maneira de sobreviver em meio aos abutres que cercam o palácio. A Águia da Democracia é formada por aqueles que não visam acordos políticos com o rei, mas que se transformam em Inimigos do Rei, por serem vítimas de abutres selvagens; por acreditarem que uma construção não é feita pela imposição, pela intransigência, pela a arrogância em que os abutres do palácio tentam confundir o processo duradouro de sobrevivência da águia da democracia.

Mas, no processo de vida da natureza nunca ouvi comentário que uma águia devorou outra águia. Os abutres, estes se devoram uns aos outros, pois simplesmente são abutres. Diferente da DEMOCRACIA, que aparentemente parece estar morrendo, mas apenas passando pelo processo da renovação. Para um dia triunfar com seu vôo rasante da liberdade e da democracia.

*Divanilson Galindo é militante do PT em Caruaru

 


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro