10 de fevereiro de 2014 às 13h12min - Por Mário Flávio

O pré-candidato do PSB à Presidência da República na eleição de outubro, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, apresentou na semana passada, na Câmara dos Deputados, as diretrizes para a elaboração de seu plano de governo. É importante ressaltar que são diretrizes e que estão numa fase de construção iniciada desde 05 de outubro do ano passado, quando aconteceu o lançamento dos objetivos estratégicos da aliança PSB e REDE.

Aconteceram depois várias outras etapas, que foram: período para envio de propostas iniciais através do site e redes sociais com contribuições vindas de todos os cantos do país; 1º Encontro Programático PSB/Rede em São Paulo; discussão do texto-base e recebimento de novas propostas; lançamento com plataforma conjunta e o então acontecido lançamento público destas diretrizes. Sendo diretrizes não significa ainda que já estejam definitivas, tanto que o próximo passo será três meses de novas discussões virtuais até finalmente acontecer a divulgação do plano de governo, previsto para junho.

Estarão acontecendo também nos próximos três meses os Encontros Regionais Temáticos em Porto Alegre, Rio, Recife, Goiânia e Manaus.
Marina aposta no que chama de “nova política” afirmando que “quem vai ganhar essas eleições não é tempo de TV, marketing ou recursos financeiros, não são as velhas estruturas. Estas eleições serão ganhas por uma postura, por um programa, por aquilo que é coerente”.

A aliança PSB-Rede estão trabalhando em cinco “eixos”: Estado e democracia de alta intensidade; economia para o desenvolvimento sustentável; educação, cultura e inovação; políticas sociais e qualidade de vida; e novo urbanismo e pacto pela vida.
O que vamos questionar nesta aliança para afirmarmos se vai dar certo e merece crédito ou se já está fadada ao fracasso?

OS CONTRÁRIOS Há uma via que questiona os partidos que estão aliados a este grupo, como o PPS, presidido por Roberto Freire, mas o que falar de nomes conceituados como os dos senadores Cristovam Buarque (DF) e Pedro Taques (MT) e o deputado federal Antonio Reguffe (DF), entre outros pedetistas que também apoiam esta aliança? Há representações de partidos como PP, PV e PROS se aproximando.

Os descontentes poderão alegar que uma aliança que trás para perto Geraldo Alckmin e Aécio Neves (PSDB), possibilidades ainda não confirmadas e com resistências internas, vão dar um rumo de direita, mas quando foi para garantir a governabilidade ao PT foi fechado a vice com o PL e logo vimos no percurso aproximação com os Sarneys e Collor, entre tantos outros.

PARA REELEIÇÃO DE DILMA – Só os números favoráveis não garantem o “já ganhou”. Claro que pesquisas indicam possibilidades, ajudam a ver o cenário melhor e prever ações que podem nortear decisões. Mas ventos novos podem trazer mudanças. Dilma ainda vê a possibilidade de atrair Campos e deixa espaços abertos na nova reforma ministerial para possíveis acertos futuros.

Dez ministros de diferentes partidos devem sair para disputar as eleições o que ajuda na configuração de novos parceiros do PT. Então cada movimentação precisa ser estudada com muito cuidado e visão estratégica. Talvez o maior desafio seja mesmo crescer nas ações de cunho social rompendo drasticamente com as amarras existentes que desanimam, desestimulam e fazem muitos tornarem-se descrentes da possibilidade de mudança verdadeira na política nacional, com políticos cada vez mais identificados com a ética e honestidade, eleitos pelo voto consciente de eleitores que rejeitem a corrupção e não se vendam.

É difícil pensar em mudanças dos vícios tão enraizados na nossa cultura sem as reformas necessárias.
Não creio numa nova política com o velho homem, então é bom começarmos a refletir também numa reforma que passe primeiro pelas pessoas, no interior de cada um, pois esse novo homem e nova mulher convertidos à verdade e à justiça é que podem conduzir uma nação à dias melhores.

PESQUISA REVELA OPINIÃO DA MAIORIA – O site da Carta Capital colocou no ar uma enquete para saber a opinião dos internautas: “A apresentadora do SBT Rachel Sheherazade defendeu as agressões contra o garoto que foi encontrado no Rio acorrentado a um poste. Até agora a grande maioria (30.383) acreditam que “Ela pode falar o que quiser, a liberdade de expressão deve ser absoluta; outros (13.254) pensam que “o responsável maior é Silvio Santos, dono do SBT, e devemos repensar as concessões públicas de televisão; e uma minoria (4.269) concorda que “Ela cometeu um crime de incitação à violência, e deve responder por isso. No total, já votaram mais de 47 mil pessoas.

NUM DIA COMO HOJE…
Em 10 de fevereiro de 1980 – mil pessoas, sindicalistas, intelectuais, líderes rurais e religiosas, aprovam no colégio Sion, São Paulo, manifesto de fundação do PT. São 34 anos de uma trajetória marcada de inquestionáveis avanços e colaborações na esfera sócio-política-educacional e cultural do país, mas com fatos recentes que ofuscam o brilho dos propósitos que originaram o mesmo.

*Paulo Nailson escreve sob política no blog Política de AaZ e Cultura & Cidadania no Jornal de Caruaru. Edita o blog presentiaonline e milita na Cultura e no meio político.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro