3 de abril de 2012 às 15h11min - Por Mário Flávio

Dado o histórico dos membros de seu partido (vide o escândalo do painel e o mensalão do DEM no DF, entre inúmeros casos que se estendem desde que esse partido chamava-se PDS), o Senador DEMóstenes Torres jamais poderia ser acusado pelos seus correligionários de desviar-se reiteradamente do programa daquela instituição falida. O que me surpreende é que os outros o jogam nesse momento à fogueira sem se dar conta que um homem desesperado é capaz de levar consigo aqueles que poderiam (mesmo que não obtivessem sucesso) estender-lhe a mão.

É de esperar, embora não se possa dar como certo, que o troco dado pelo Senador aos que lhe traíram, jogando-o aos leões antes mesmo do julgamento judicial e do povo, seja avassalador e ajude a antecipar o trabalho iniciado por Gilberto Kassab, de dar um fim a essa quimera política que muda de nome, mas continua a pregar e executar o que há de pior na essência da política nacional.

O que não me surpreende, porém, é que um partido que se aninhou nos braços dos golpistas, assassinos e torturadores de 64, tenha relações com o que há de mais sórdido nesse país, que é o crime organizado.

De qualquer modo, o fim da Arena/PDS/PFL/DEM, não resolve o problema. É preciso aprovar a Reforma política com financiamento exclusivamente público de campanha, voto em lista, que amplie os mecanismos de participação direta da população, que permita a implantação do Orçamento Participativo no âmbito federal e garanta maior poder de fiscalização por parte dos cidadãos. A corrupção é um problema crônico de nosso sistema político e não há instituição que esteja livre dela. É preciso combatê-la diuturnamente, através de suas causas e não de seus efeitos!


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro