24 de setembro de 2014 às 09h38min - Por Mário Flávio

As cortinas do processo eleitoral se abrem a cada dois anos para a avaliação dos resultados das ações e procedimentos dos agentes políticos durante o período confiado a eles pela população em todo o Brasil nos mais diversos cargos; seja no ambiente legislativo ou executivo, nas esferas federal, estadual ou municipal.

Avalia-se tradicionalmente a COMPETÊNCIA de cada um(a), mas com uma particularidade: são eles (as) mesmos que oferecem os indicadores para avaliação da sociedade, o que, de certa forma, torna meio óbvio na visão de cada agente político a mesma concepção: TODOS(AS) FORAM COMPETENTES! E não diriam jamais o contrário, considerando que desejam a eleição ou reeleição.

Nesse tempo de indiferença da sociedade em relação aos políticos e à política de forma geral, enxergamos também um tempo de oportunidade, e a principal delas é trocar de posição de forma que a sociedade possa criar os mecanismos de avaliação das competências. Trato aqui da COMPETÊNCIA SOCIAL.

Pois entendo que estamos numa transição na qual as políticas públicas deverão obrigatoriamente tornar as “pessoas” mais importantes do que as “coisas“. As obras e ações despendidas pelos agentes políticos, sejam elas no executivo ou no legislativo, tornam-se a cada dia menos importantes, caso não consigam estar em sintonia com o desejo da sociedade, pois o que o cidadão(ã) almeja é ser alcançado socialmente, ser visibilizado na sua opinião, na sua inclusão, enfim na sua participação.

Talvez seja esse um dos critérios importantes a se considerar nos períodos eleitorais. Ser um(a) competente social, e produzir uma gestão (ou mandato) que se baseie nesse resultado.

Talvez também algumas perguntas sejam oportunas para formar nossa opinião e ajudar a tomarmos nossa decisão. Foram competentes socialmente aqueles(as) que desejam ser reeleitos ou eleitos? Possuem competência social aqueles(as) que almejam um cargo público? Qual a sua história de vida? Apresentam coerência entre o que dizem e o que fazem? Já que estão em partidos políticos, há quanto tempo estão no atual partido? Entraram e saíram de quantos partidos políticos nos últimos anos? É a favor ou contra a participação da sociedade?

Nas redes sociais fica fácil ter todas essas respostas. Nunca custa lembrar algo que também é óbvio: é o cidadão(ã) que vota no candidato e não o contrário. Do cidadão(ã) emana a posição mais importante nesse jogo democrático que é a eleição, mesmo com todas as dificuldades provocadas pelo modelo atual do sistema político brasileiro.

Nesse árduo caminho que a sociedade brasileira tem pela frente, por experiência própria posso dizer: sem inclusão da sociedade, sem mecanismos constantes de participação dela nas decisões, sempre estaremos elegendo agentes não tão competentes quanto gostaríamos, fazendo valer a frase do filósofo grego Platão: “O preço a pagar por não participares da política é ser governado por quem é inferior “.

*Lino Portela está atualmente Gerente de Decisões Orçamentárias e Coordena o Orçamento Participativo na Secretaria de Participação Social em Caruaru e também está atualmente Presidente do diretório do PC do B em Caruaru.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro