1 de março de 2012 às 21h49min - Por Mário Flávio

Uma cidade que não conhece sua história está fadada ao seu esquecimento cultural, tradicional e humano. Caruaru, primeiro de março de 1893, em obediência à Lei Orgânica dos Municípios de Pernambuco estava ali se instalando, em Sessão Extraordinária do Conselho Municipal, legalmente a emancipação do Município que hoje é considerada a Capital do Agreste pernambucano, dando posse assim, ao primeiro prefeito da sua biografia, João Salvador dos Santos.

E mais uma vez, a atual gestão da Prefeitura de Caruaru “esquece” de homenagear essa data tão importante para os resquícios históricos da nossa querida cidade. Parece que a própria Fundação de Cultura, não tem noção da biografia política dessa terra. Fator lamentável para uma circunscrição do nosso porte.

Já não bastasse a forma cruel como foi a derrubada da Vila do Forró, que completou mais de um ano e até agora a sociedade não tem idéia do que o executivo pensa para aquele local. Agora quando a cultura está relacionada a viajar para o Rio de Janeiro para assistir o desfile das campeãs, tendo a Unidos da Tijuca sendo homenageada, o prefeito José Queiroz se torna “o maior acervo cultural vivo das Américas”.

Sem esquecer que, Vitalino foi um dos protagonistas da escola de samba campeã do carnaval carioca de 2012, aquele mesmo que a mesma gestão que não comemora sua emancipação política, não pensou em nenhuma programação cultural para lembrar a memória dos 49 anos de saudades do eterno Mestre do barro. A história política de Caruaru mostra um monopólio nas gestões executivas, e isso é reflexo nessa administração ditatorial. Assim como em 1º de março de 1893, o município se tornou autônomo, seu povo também tem necessita dessa autonomia.
Gustavo Henrique
Frente Jovem de Oposição de Caruaru


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro