25 de janeiro de 2012 às 08h03min - Por Mário Flávio

No Ministério da Educação criada em 14 de novembro de 1930, o que mais se discuti é o crescimento do PIB com relação ao cognitivo de nossas crianças e adolescentes brasileiros. No entanto, pouco se discuti a relevância da formação dos professores que estão, queira sim ou não à frente de todos os conceitos e resultados.

Será o professor mero transpositor de conhecimento, ou, ele é aquele que media este conhecimento possibilitando aos alunos/as melhor compreensão das ciências vivenciadas nas escolas brasileiras. Realmente quando pensamos e analisamos perceberemos que ele é sim, fundamental neste crescimento e na estimativa brasileira no índice educacional.

Segundo o site ANDIFES o Brasil investe 4,4% em educação. Será este uma porcentagem gratificante ou ainda precisaríamos mais, já que o acesso à educação ainda se encontra prejudicado até mesmo em regiões consideradas desenvolvidas e subdesenvolvidas como Pernambuco. Não é difícil encontrar crianças e adolescentes fora da escola, não por falta de interesse, mas por falta de escolas.

Sendo assim, surgem os programas que estimulam a-negação à pesquisa, à melhores resultados educacionais nas escolas brasileiras. Sabemos da importância que estes programas (Airton Senna, Acelera, entre outros) tem na vida das pessoas que não tiveram a oportunidade de terminar o ensino médio gradualmente, porém, esta nova chance só aumenta o desinteresse dos cidadãos em não optar por terminar o ensino médio com pensamento que terá outras oportunidades.

Ainda mais complicado do que este resultado, é a certeza que o Estado busca índices de pessoas nas escolas, onde a qualidade fica a desejar e favorecendo apenas números. Ouvem-se muitos professores reclamando de que tem que passar alunos que, sendo estes considerados ruins tem que ser aprovados, pois, caso isso não aconteça a escola perde pontos. Com isso, nos perguntamos, onde iremos ficar com esta atitude arcaica, onde os poderes mandavam.

Mas como já sabemos, a política nacional é um labirinto sem saída, quando tentamos achar a saída, encontramos vielas que nos deixam perdidos sem saber onde estamos e para onde iremos. Os programas atribuídos aos cidadãos retardatários no que se refere ao ensino tem esta nova chance, não pelo interesse do Governo na situação das pessoas que estão tendo dificuldades em conseguir novos empregos, mas o interesse vai além daquilo que chamamos de “boa vontade”, este interesse parte da premissa de que quanto mais alfabetizados, melhor o índice do Brasil e consequentemente este ganhará status mundial.

Como, infelizmente ainda existe um grande índice de brasileiros leigos no assunto política, vamos levando está díade de que, de um lado estão os que querem uma transformação nos índices e do outro lado estão aqueles que não sabem nem o que é índice.

Recentemente a nossa presidente Dilma Rousseff parabenizou o então ministro Fernando Haddad que deixa o ministério para dar lugar ao Ministro da Ciência e Tecnologia Aloísio Mercadante. Dilma falou sobre a importância do PROUNI e isso nós não temos dúvidas desta importância, porém, a quem esta destinação de bolsas, pois, sabemos que não só pessoas de baixa renda têm acesso como também pessoas de altíssimas condições. A Presidenta também destacou o Programa Ciência sem Fronteira, que concede bolsas de pós-graduação a estudantes e pesquisadores brasileiros nas áreas de tecnologia, engenharia e médica para estudar nas melhores universidades do exterior já que o Brasil não tem. “Tenho certeza de que (o programa) significará um salto para milhares de jovens. Já são 28 mil inscritos”.

Sendo assim, só nos resta fazermos a nossa parte e ascender nos jovens desejos de questionar e parar de ser passivos a tudo que lhe são impostos, afinal de contas estamos em um país dito como democrático. Será?

Fonte:

http://www.andifes.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=587:brasil-investe-44-do-pib-em-educacao-ensino-superior-recebe-67-vezes-mais-recursos&catid=52&Itemid=100013


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro