16 de março de 2020 às 14h49min - Por Mário Flávio

Declarada a pandemia mundial e a emergência médica nacional, o COVID-19, ou popularmente chamado de CORONAVÍRUS, impactou em cheio o cenário político e econômico mundial e nacional, modificou hábitos sociais, estabeleceu um amplo debate acerca da capacidade planetária em enfrentar um vírus que não tem nacionalidade, não respeita fronteiras nem espera autorização alfandegária para viajar.

Com o coronavírus se estabeleceu um grande desafio não só no campo de saúde pública, mas na geopolítico, sendo hoje problema de ordem supranacional. O presidente francês Emmanuel Macron foi o primeiro líder mundial de uma grande nação que entendeu que o combate ao coronavírus é uma causa comum, ultrapassando as barreias domésticas e nacionais. Emmanuel Macron cunhou a seguinte assertiva: — “Este vírus não tem passaporte. É preciso unir nossas forças, coordenar nossas respostas, cooperar. (…)”.

Desse modo concluímos que o nacionalismo, isolacionismos sem articulação global das agências de saúde, poderá ter o potencial de crescimento da doença que se alastra vertiginosamente em escala mundial.
Em outro front de batalha, na luta contra os sintomas do coronavírus, se estabeleceu na economia. Todas as estimativas de crescimento mundial e nacionais foram revistas para baixo, ou seja, o vírus impactou a economia prevendo um baixo crescimento mundial.

Por mais liberal que seja o pensamento, diante dos desafios econômicos e da baixa atividades das bolsas de valores, o Estado dever fazer intervenções na economia, inclusive em setores que são os mais afetados, tais como turismo, aviação comercial, serviços e comércio internacional, principalmente com o nosso maior comprador que é a China (principal mercado para produtos como soja, minério de ferro, petróleo, carnes e celulose. Mas nem todas as empresas desses setores dependem exclusivamente do mercado asiático).

Na Alemanha foi apresentado um plano econômico estatal de socorro às empresas e aos empregos por conta do coronavírus. Pelo menos 12,4 bilhões de euros (mais de 60 bilhões de reais) serão investidos nos próximos quatro anos. No Brasil não existe um plano tão audacioso como o alemão. O projeto brasileiro é acelerar as reformas e criar linhas de créditos para socorro das empresas.

Sem clareza nas ações, o Brasil sofrerá os efeitos econômicos do coronavírus mesmo depois do surto ser dissipado, parte das medidas econômicas apresentadas precisam de aprovação do congresso, e a relação do executivo e legislativo foram azedadas pela postura do presidente. No outro lado, Guedes deixou claro que tem “plano B” para a economia, mas sem expor de forma clara e objetiva qual seria esse plano. Desse modo precisamos de ações claras no campo da economia para que o Brasil supere a crise do corona, quando esse vírus nos deixar e a economia precisar ser reanimada.

No Brasil temos um quadro de confusão, de um lado o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta adotou, segundo especialista, todas as medidas necessárias para prevenção, contenção e tratamento do coronavírus. Já o Presidente Bolsonaro, via na contramão, adotando postura errática, incompatível com os tempos que vivemos e contra todos os protocolos médicos e sanitários.

Concluímos que o presidente deve se sintonizar com Ministro da Saúde, tranquilizar o mercado, lançar um plano de ação conjunta entre Estados e Municípios, indicar medidas concretas nas áreas econômicas, sanitárias e focar na sua principal missão cuidar do país e do povo. Manifestações não salvarão o país do caos.

Em tempos difíceis precisamos de líderes responsáveis e fortes, nesse momento precisamos das mãos que servem e não das bocas de protestam.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro