28 de abril de 2014 às 08h25min - Por Mário Flávio

INTRODUÇÃO
Fala-se muito nos dias de hoje, que a profissão do professor, é uma das mais belas que existem. Muitas pessoas se referem dizendo que sem o professor, não existiria médicos, advogados, juízes etc. Outros mais ousados aferiram que para ser até coveiro ou gari, precisa ter passada pela mão de um professor.
Realmente, um povo sem a educação é um povo fadado a extinção, porem um povo para ser educado faz-se necessário a presença de um professor. E mesmo uma pena que esse profissional não seja tão bem valorizado: coisa que em décadas passadas, isso era apenas uma utopia. 0 professor era realmente um representante dos pais na escola. A autoridade que lhe era devida provinha das mãos não só das autoridades, do sistema quanto da própria família.

A sociedade era bem mais estruturada, o povo bem mais educado e o professor bem mais valorizado. Havia mais justiça entre os cidadãos. Mas, infelizmente, essa época passou e o que vemos hoje em dia são os professores desmotivados, muitas vezes desmoralizados tanto por agressões sofridas por parte dos alunos quanto dos próprios pais.
Podemos dizer que existem vários tipos de professores: aqueles que fingem ser professor e fingem que ensinam, mas também existem aqueles que não deixam se abater em meio a situação. 0 verdadeiro professor, não se abater diante das adversidades, em seus sonhos esta a realização do sonho de alguém, nesse caso o sonho do seu aluno, de uma sociedade mais justa, esclarecida e organizada.

Dentro dele ainda é alimentado a esperança de um mundo melhor, onde ele é cooperador assíduo para que essa mudança aconteça. Este e outros inúmeros motivos, como um futuro reconhecimento, um salário mais digno e a garantia de uma aposentadoria mais sossegada, tem levado esse profissional a correr de uma escola para a outra, de sala em sala ocupando seu tempo e sacrificando seus finais de semana e feriados para se planejar melhor, para atuar melhor, para ver um aprendizado melhor por parte dos seus alunos.

Mas, e quando isso não acontece? Por mais que ele se dedique, a impressão é de estar remando contra a maré. O que aconteceu afinal? Como entender e achar uma saída para essas situações que só alimentam uma situação de angustia quando diante de um insucesso escolar? É necessário mais do que mudar um planejamento e a didática aplicada.

DESENVOLVIMENTO
As formações continuadas trazendo novas metodologias a fim de facilitar o trabalho do professor e os cursos de especialização estão lotados por professores que buscam uma valorização e aprendizagem que parecem estar sempre em dias futuros que se afastam cada vez mais do tempo presente. Mesmo que a luta faça parte do seu dia-a-dia, mesmo que a angústia aumente cada vez mais, é necessário um entendimento maior frente processo de ensino aprendizagem do aluno. Quem sabe assim, o professor não diminui mais a sua angústia e aprende novos caminhos a serem trilhados com o apoio da psicanálise.

Compreendendo o conceito de angústia na psicanálise palavra angustia também pode ser citada como ansiedade ou medo. .Há registros dessas três palavras nos idiomas: francês, alemão, português e inglês. Ainda que existam palavras diferentes para definir angustia e ansiedade, elas são e podem ser usadas como sinónimas.

De acordo com o dicionário de Psicanálise Larousse (Artes Medicas), angústia está assim definida: angústia (neurose de) (alem.: Angstneurose; fr.: nevrose d’angoisse; ing.: anxiety neuroses).Neurose caracterizada clinicamente por um estado geral de excitabilidade e de expectativa ansiosa, por acessos de angústia com manifestações somáticas e neurovegetativas, bem como por fobias.

Numa abordagem neurológica, mostra através dos seus estudos sobre neurotransmissores, como o inconsciente pode funcionar como amplificador das emoções. Estudos recentes desenvolveu-se uma pesquisa com voluntários e através dos preenchimentos dos questionários, passava a medir o seu nível de ansiedade.

O estudo da comprovação neurocientífica de uma teoria central da psicanálise: a interpretação inconsciente de coisas negativas é a fonte de muitas das aflições humanas.
A neurose da angustia, numa visão psicanalítica, teria sua etiologia na má utilização ou na não utilização da energia da libido, que se acumula e se transforma angústia.

Numa visão mais enigmática e profunda diríamos que a angústia é um símbolo da experiência do nada e que através da angústia, nos é revelado uma espécie de sombra que se destaca do ser e o envolve com sensações enigmáticas.

CONCLUSÃO
É através da angústia que o homem se encontra com seus limites confrontando-se com o problema do nada. Pois, o educador brasileiro necessita de mais apoio e reconhecimento dos poderes legislativo, executivo e judiciário no que se refere a condições de trabalho e valorização salarial. No entanto, um profissional da área de educação jamais poderá produzir e transformar a sua realidade social, e levar uma boa reflexão na ministração das aulas a seus alunos sem ter condições físicas e mentais saldáveis.

Portanto, fica bem claro, que a produção do patrimônio imaterial do nosso país que é o conhecimento está numa involução, bem como, havendo também o insucesso no ensino básico e superior.

*Alexei Esteves é Professor, Doutor em Educação


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro