19 de junho de 2018 às 07h47min - Por Mário Flávio

Por Inaldo Sampaio

Começa a murchar no plano nacional a possibilidade de aliança entre o PSB e o Partido dos Trabalhadores, por várias razões. Em primeiro lugar, porque ninguém do PSB acredita na candidatura do ex-presidente Lula e sendo para votar em Fernando Haddad, que deverá ser o substituto dele, é melhor marchar com Ciro Gomes que é mais competitivo. Haddad é completamente desconhecido fora de São Paulo e mesmo quando aparece nas pesquisas como eventual substituto de Lula, o seu desempenho é pífio.

Em segundo lugar, há pelo menos três líderes no PSB que são contrários a esta aliança: o governador Márcio França SP), o ex-prefeito Márcio Lacerda (BH) e o ex-deputado Beto Albuquerque (RS). Liderança de peso no partido que advoga esta aliança por razões estritamente locais, só o governador Paulo Câmara (PE). Virando agora o mapa para o outro lado, os únicos líderes do PT que defendem aliança com o PSB, também por questões locais, são o senador Humberto Costa (PE) e o governador Fernando Pimentel (MG).

Não bastasse isso, o governador Rui Costa (BA), filiado ao PT, decidiu não apoiar a reeleição da senadora Lídice da Mata (PSB), ao passo que o governador Camilo Santana (CE), igualmente petista, não apoiará a reeleição do senador José Pimentel (PT). Sendo assim, com tantas resistências de um lado e de outro, como operacionalizar esta aliança? Só para atender ao PSB de Pernambuco e ao PT de Minas Gerais? É difícil.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro