26 de janeiro de 2018 às 11h00min - Por Mário Flávio

Simplesmente pelo fato pertencerem ao sexo oposto ao que nasceram biologicamente, 179 pessoas perderam a vida para a intolerância em 2017. Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgados nesta quinta-feira (25), mostram que o Brasil é o país mais violento do mundo para esses grupos: a cada 48 horas uma pessoa trans é assassinada. Em mais de 90% dos casos, segundo o levantamento, os crimes foram cometidos contra pessoas do gênero feminino.

Os números alarmantes constam no Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017, que destaca que o número de assassinatos no ano passado é o maior registrado nos últimos 10 anos. De acordo com o relatório, o Nordeste é a região que concentra o maior número de mortes: 69. Em seguida, aparece o Sudeste, com 57; Norte e Sul, com 19 cada; e o Centro-Oeste, com 15. Quando se leva em conta os estados, Minas Gerais é o local mais perigoso do país. Em 2017, 20 pessoas trans foram assassinadas por conta do preconceito contra sua identidade de gênero.

Além do gênero, outras características são comuns ao perfil de quem sofre violência transfóbica. Segundo o relatório, 67,9% eram jovens e tinham entre 16 e 29 anos. As informações da Associação Nacional de Travestis e Transexuais também permitem concluir que 80% das vítimas foram identificadas como negras e pardas.


Comentários



...

Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro