13 de fevereiro de 2013 às 10h25min - Por Mário Flávio

Do Congresso em Foco

Além da movimentação nas redes sociais para arregimentar assinaturas e escolher o nome, os apoiadores da ex-senadora Marina Silva também buscam convencer políticos com mandatos a se juntar ao novo partido. Pelo menos seis deputados federais estão em conversas bem adiantadas e têm grandes chances de entrar na sigla assim que ela for formalizada na Justiça Eleitoral. Pelo menos dois já estão garantidos. Walter Feldman (PSDB-SP), que tem participado ativamente das discussões desde o começo, e Alfredo Sirkis (PV-RJ), que assumiu a intenção de entrar no partido em artigo publicado nesta segunda-feira (11) no Congresso em Foco. Além destes dois, podem se inscrever os deputados Tripoli (PSDB-SP), Reguffe (PDT-DF), Alessandro Molon (PT-RJ) e Domingos Dutra (PT-MA).

“Muito mais que pela ilusão do partido ideal, a minha decisão passa por uma identificação prática de onde eu possa atuar com maior consequência, de onde me seja mais produtivo e, sim, mais gratificante, atuar. No meu caso, especificamente, penso que é ajudando a construir algo novo”, disse Sirkis no artigo. “A frente será o somatório de partidos para viabilizar uma candidatura presidencial que expresse nossas ideias e programas”, completou.

Entre os outros quatro, o que tem mais chance de assinar a ficha de filiação é Dutra. Passando dificuldades políticas no Maranhão devido às discordâncias com a cúpula do PT local, o petista considera seriamente a possibilidade. De acordo com pessoas próximas, sua entrada no novo partido está “90% certa”. Ele chegou a classificar o PT, sigla que está há 33 anos, de “cobra de duas cabeças” pelo seu apoio à família Sarney no Maranhão.

“Não é fácil sair do PT, estou há 33 anos no partido, nunca coloquei o PT em situação vexatória, mas não dá para continuar. Em 2014, não vou fazer outra greve de fome”, disse o deputado em texto publicado no seu site. O petista chegou a fazer greve de fome em 2010 por causa do apoio do partido à candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Estado. Ele faz parte de uma ala que é contra a união com o PMDB.

Para diminuir o descontentamento de Dutra, o PT o indicou para a presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara no ano passado. No entanto, a insatisfação do deputado maranhense continuou por causa da aliança local. A briga remonta a 2010, quando o diretório estadual aprovou o apoio à candidatura de Flávio Dino ao governo do Maranhão. porém, a cúpula nacional interveio e obrigou o partido a entrar na chapa de Roseana Sarney.

O tamanho da bancada federal não é importante apenas para o partido se firmar politicamente, mas também financeiramente. Quanto maior o número de representantes na Câmara, mais recursos a sigla recebe do Fundo Partidário. Ano passado foram distribuídos R$ 282 milhões aos 30 partidos políticos brasileiros.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro