20 de junho de 2013 às 08h25min - Por Mário Flávio
Na foto, reunião realizada pelos manifestantes na quarta (19)

Na foto, reunião realizada pelos manifestantes na quarta (19) – Crédito: Mikhael Michael/PMU

Assim como Caruaru, Garanhuns, Serra Talhada e Petrolina, Gravatá é outra cidade que também contará com uma manifestação dentro do calendário de protestos que ocorrem por todo o país. Em reunião realizada no Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar (Quadra do Povo), na noite de quarta (19), movimentos sociais e um público estimado em 250 pessoas definiu a próxima sexta (21) para realizar o manifesto, além da elaboração de um abaixo-assinado em prol da disciplina da cidadania municipal.

No contexto

Protesto “Não é só pelos Centavos” será realizado em Caruaru no sábado (22)

Um dos organizadores da manifestação é o presidente da Associação de Jovens de Gravatá (AJG), Heverton Lopes, que explicou ao blog que a ideia do protesto na cidade era uma ideia planejada há alguns meses, mas que foi impulsionada pela onda de mobilização nacional. “Achamos oportuno aproveitar esse clamor popular que veio dos movimentos em nível de estado e nacional. O manifesto insurge de diversas entidades, ONGs, Grupos sociais e associações. Em que pese a ideia ter surgido da AJG, todos temos igual importância e participação, inclusive o cidadão comum que não participa de qualquer entidade”, explicou o jovem, garantindo também que não há envolvimento direto de partidos políticos na manifestação.

Segundo Heverton, a concentração do protesto será em frente à Escola Cleto Campelo, a partir das 17h, com saída prevista para as 18h. Durante o trajeto, os manifestantes devem percorrer as principais avenidas da cidade, com passagem pela praça da Igreja Matriz, e com destino final em frente à Prefeitura Municipal. Uma comissão de manifestantes deve entrar em contato com as autoridades competentes da cidade, para informar sobre a realização do evento e as providências de segurança que deverão ser tomadas.

A estimativa trabalhada para o protesto é de 500 pessoas que tomem as ruas do centro na sexta. Para Heverton, além da definição da trajetória da manifestação, outra preocupação é o risco de vandalismo. “Temos tido muita preocupação com isto, estamos tomando as mais diversas providências para que isso não ocorra. O nosso tom não é este, nosso objetivo esta muito bem traçado”, ressaltou.

Sobre esse objetivo, o jovem reforçou que, além de bandeiras nacionais, como a luta contra a corrupção, os manifestantes elencam problemas específicos de serviços públicos municipais. “Defendemos a obediência a uma lei municipal que obriga o fornecimento de transporte gratuito para Caruaru e Vitória, universitário. A imediata substituição dos transportes rurais realizados através de Pau-de-Arara! Além de outras melhorias relacionadas à saúde, empregabilidade e formação profissional”, completou, explicando que a pauta em Gravatá não está diretamente relacionada aos problemas com tarifas de transporte, o que reforça a ideia do “Não é só pelos Centavos”. Na verdade, o problema está relacionado à falta de qualidade no serviço prestado. Atualmente, a concessão de transportes na cidade é prestada pela empresa Soares, com algumas linhas na cidade, com preços de passagens de R$ 1,50 a R$ 2.

Fora os problemas apontados na cidade, ainda há outro descontentamento revelado: a falta de reação de políticos locais, incluindo vereadores. “Nem reação, nem qualquer contato, nem qualquer apoio, muito menos qualquer posicionamento. A sensação que tenho é que não temos vereadores, ou que ele acham que não têm povo”, frisou Heverton, que adiantou ainda que os manifestantes de Gravatá pretendem continuar as manifestações depois da sexta, participando do protesto que será realizado em Caruaru no sábado (22).


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro