20 de novembro de 2015 às 09h36min - Por Mário Flávio

Gravat

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) representado pelo promotor de Justiça Epaminondas Tavares, voltou a reunir na sede da Promotoria de Justiça de Gravatá servidores municipais, ativos e inativos, que se encontram com salários atrasados. Durante o encontro realizado, o representante do MPPE disse que está buscando junto ao interventor da Prefeitura, coronel Mário Cavalcanti, a elaboração de um calendário de pagamento da folha salarial, no sentido de evitar novos atrasos.

“Depois que o Ministério Público conseguiu na Justiça a intervenção no Executivo de Gravatá, é inevitável que o interventor estadual necessite de alguns dias para planejar e resolver essa questão e, na reunião ocorrida hoje, ficou estabelecido que haverá esforços para que já na próxima sexta-feira, na Promotoria, haja uma solução para essa questão”, adiantou Epaminondas.

Na próxima sexta-feira, o promotor estará reunido novamente com representantes da Prefeitura, na sede da Promotoria, para discutir a definição desse calendário. Com relação ao atraso nos salários dos professores da rede municipal de ensino o MPPE está investigando o uso indevido de verbas que devem ser destinadas à Educação, o que acabou comprometendo os salários dos professores.

Na avaliação do promotor de Justiça, o diálogo com o funcionalismo da Prefeitura de Gravatá tem sido muito bom. “Os servidores entendem que nossa Instituição continua agindo em defesa do patrimônio público, chegando a conseguir o bloqueio judicial das contas do Executivo municipal para garantir, entre outras coisas, a atualização da folha de pagamento”, observou.

Na avaliação do promotor de Justiça, o diálogo do Ministério Público com o funcionalismo da Prefeitura de Gravatá tem sido muito bom. “Os servidores entendem que nossa Instituição continua agindo em sua defesa, chegando a conseguir o bloqueio judicial das contas do Executivo municipal, para garantir a atualização da folha de pagamento”, observou.

Por solicitação do MPPE, o juiz Severiano de Lemos, da 1ª Vara Cível de Gravatá, determinou na noite da terça-feira (17) o bloqueio de R$ 200 milhões nas contas da prefeitura e de outros R$ 4,5 milhões nos depósitos bancários na contas pessoais do prefeito Bruno Martiniano e da primeira-dama do município, Paula Regina. Na mesma medida cautelar, foi determinado o bloqueio de três veículos do prefeito e dois da primeira-dama, além de decretada a indisponibilidade dos imóveis do casal, o que foi formalizado junto aos cartórios.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro