17 de novembro de 2017 às 15h28min - Por Mário Flávio

O ministro da Educação, Mendonça Filho, participou na manhã desta sexta-feira, 17, de um debate com alunos do Colégio Adventista de Caruaru. Na oportunidade, os jovens tiveram a chance de abrir um diálogo sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e suas mudanças, o novo Ensino Médio e o novo Programa de Financiamento Estudantil (Fies).

Questionado sobre o Enem, Mendonça Filho reforçou que a medida que se aprove a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que é a definição dos grandes objetivos de aprendizagem para o ensino médio brasileiro, o exame tenderá a retratar a essência dessa base. “A tendência é que a gente tenha um Enem refletindo cada vez mais os objetivos de aprendizagem que estarão presentes nos currículos definidos pelos Estados e pelas redes estaduais de educação de nível médio”, explicou o ministro. “Acredito que uma tendência para o Enem é que ele possa virar, em um médio prazo, um exame aplicado por meio de equipamento eletrônico, tipo Ipad ou computador. Isso vai facilitar, inclusive, que se tenha mais de um Enem por ano, desde que você tenha um banco de itens e de questões”.

Mendonça Filho também recebeu perguntas dos estudantes sobre a reforma do ensino médio. “O princípio e a lógica que colocou o Brasil na direção do novo ensino médio foi o mesmo que levou os EUA, o Canadá e países como Portugal, Espanha, França e Inglaterra, na Europa, a fazer o mesmo”, afirmou o ministro. “É preciso valorizar mais flexibilidade e as vontades e talentos individuais de cada jovem dentro do nosso país”.

Novo Fies – Outro ponto abordado pelos alunos da Escola Adventista de Caruaru com Mendonça Filho foi o novo Fies. O ministro lembrou que

o modelo antigo produziu um rombo de R$ 32 bilhões e que precisava de mudanças para que se continuasse financiando estudantes de cursos superiores em universidades particulares. “O Fies acumulou, ao longo dos últimos anos, quase 50% de inadimplência”, reforçou Mendonça Filho.

As mudanças que estão sendo propostas vão assegurar, a partir de 2018, três fundos. O primeiro para atendimento de 100 mil alunos com taxa de juro zero para aqueles com renda per capita familiar de três salários mínimos. “Aqueles com renda familiar de até cinco salários mínimos terão uma taxa de juros de 3 a 3,5%, quase a metade do Fies antigo, garantindo mais 150, 200 mil vagas e criando um terceiro fies, de operação privada, pelos bancos privados, para atender uma faixa de renda superior aos cinco salários mínimos”, finalizou Mendonça Filho.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro