Reportagem publicada pelo portal Metrópoles nesta quarta-feira (9) aponta a existência de um grupo de WhatsApp cujos participantes teriam recebido pagamentos para publicar comentários favoráveis à governadora Raquel Lyra (PSD) e críticos ao candidato João Campos (PSB).
Segundo a publicação, mensagens trocadas no grupo e comprovantes de transferências via Pix indicam pagamentos semanais de R$ 75 aos participantes. A advogada Maria Eduarda Lucena, conhecida como Duda, é apontada como responsável pelas orientações e pelos repasses.
De acordo com o Metrópoles, a atuação do grupo teria ocorrido em 2024, na eleição do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), prefeito de Caruaru, e aliado de Raquel. As mensagens mostrariam cobranças por participação, indicações de postagens que deveriam receber comentários e a possibilidade de redução ou suspensão dos pagamentos para quem não cumprisse as tarefas. Também haveria orientação para o uso de corações roxos, símbolo associado à militância da governadora.
Em uma das publicações analisadas pela reportagem, 30 dos 86 comentários terminaram com o símbolo. A advogada, porém, negou ter determinado ataques a João Campos e afirmou que nunca pediu aos participantes que falassem contra qualquer pessoa.
A matéria também traz uma declaração de Duda de que teria sido procurada novamente, em 2026, por pessoas ligadas à equipe de Raquel Lyra para formar outro grupo de WhatsApp. Segundo ela, a nova estrutura teria caráter voluntário. Duas fontes ouvidas pelo portal afirmaram que esse grupo foi criado em agosto.
A assessoria da governadora foi procurada pelo Metrópoles, mas informou que Raquel Lyra não concederia entrevista sobre o caso
