30 de dezembro de 2013 às 10h14min - Por Mário Flávio

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Em recente entrevista a este blogueiro o deputado federal Mendonça Filho (DEM) comentou a situação atual do partido Democratas. Ele fez uma breve análise da saída do casal Tony Gel e Miriam Lacerda, que deixou a sigla para o PMDB.

“Dá pra dimensionar que foi uma perda relevante. Eles sempre tiveram prestígio, força, relevância de pessoas que tem representatividade em Caruaru e no interior de Pernambuco. Eu lamentei, mas foi uma decisão que eles tomaram com base em uma diretriz estadual.  Cabe a mim lamentar, mas respeitar esse rumo partidário”, disse.

O presidente estadual da legenda também comentou a situação dos suplentes de Caruaru e disse que não vai interferir na briga judicial entre Rosimery da Apodec e Antônio Carlos. “Quem cabe definir essa querela é a própria Justiça, até ela julgar a situação dos vereadores afastados, ela tem que determinar quem deve assumir a vaga na Câmara. Eu tive contato com os dois, com Antonio e Rosemary, mas não posso assumir que um ou outro deva ficar com o mandato temporariamente. O partido não vai interferir nessa questão”, pontuou.

Mendonça disse ainda que dificilmente o DEM vai apoiar a candidatura de Eduardo Campos (PSB) para presidente. “O partido Democratas até tinha uma divisão muito clara, uma parte que defendia Aécio, e outra que sinalizava para Eduardo. Prevaleceu a corrente em defesa de Aécio. Não vejo chance de o partido nacionalmente apoiar Eduardo. Localmente a gente tem duas opçÕes: apoiar o candidato do PSB, ou apoiar Armando Monteiro, pelo PTB. Resta saber se o PT vai lançar candidato ou não. Estamos aguardando o desdobramento do que está por vir. O quadro nacional ainda está para se definir, pois aguardamos algumas definições, como a possibilidade de DIlma se candidatar, ou Aécio lançar-se candidato. Provavelmente vamos nos aliar a Aécio, mas a diretriz é que todos terão liberdade de seguir o caminho que bem entender nos estados”, garante.

Sobre a criação de novos partidos e a mudança constante de posições de políticos, ele fez duras críticas. “Virou uma salada. São dois fatores: aquela divisão ideológica entre esquerda e direita deixou de existir, convergiu mais para uma economia de mercado e democracia liberal. Hoje a presidente Dilma promoveu mais privatizações na rede rodoviária do que nos governos de Fernando Henrique Cardoso”, disse.

Sobre os insucessos da oposição nas últimas eleições, o deputado credita ao forte marketing junto a mídia. “Isso é fruto da propaganda que temos visto na mídia. Eventualmente eu apareço na TV, mas a Dilma entra no intervalo do Jornal Nacional de forma impactante com muito mais tempo de inserção, o que é aliado a uma série de propagandas do governo nesses meios de comunicação. No caso dos médicos estrangeiros, há um marketing pesado, quando precisaríamos de uma formação melhor para os profissionais daqui”, comentou.

O político ainda criticou a proposta do atual prefeito de Belo Jardim, João Mendonça (PSD), em encher a prefeitura de parentes dele. “Eu discordei desse projeto e condenei essa proposta. Hoje sou rompido com o atual prefeito de Belo Jardim, e o que ele faz ou deixa de fazer não me diz respeito. Acho que o poder público moderno deve ter o exercício de forma diferente do que se quer com um projeto desses, que coloca interesses particulares e familiares como prioridade”, observou.


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Mário Flávio

Jornalista & Blogueiro